
As Leis da Natureza Humana
by Robert Greene
In one sentence
O livro mais abrangente de Robert Greene sobre psicologia social, que ensina 18 leis para compreender o comportamento humano — ler as verdadeiras motivações das pessoas, dominar a empatia, reconhecer a manipulação e entender as forças ocultas por trás de cada ação humana.
Key takeaways
- Todo ser humano usa uma máscara — aprenda a enxergar além da aparência social para compreender o verdadeiro caráter e as intenções das pessoas.
- O ser humano é fundamentalmente irracional — a maior parte do comportamento é movida por emoções inconscientes, que as pessoas depois racionalizam.
- A autoconsciência é a base da inteligência emocional — reconheça os seus preconceitos, os seus gatilhos e o seu lado sombrio (a sombra) interior.
- O narcisismo existe em um espectro — o narcisismo saudável conduz à realização, mas o narcisismo profundo destrói os relacionamentos.
- A inveja é a emoção mais oculta e destrutiva — aprenda a reconhecer os seus sinais sutis nos outros e em si mesmo.
- Preste atenção ao comportamento compulsivo — as pessoas repetem por toda a vida os padrões formados na infância, a menos que os mudem conscientemente. O caráter é o destino.
- Evite a ilusão da grandiosidade — uma autoimagem inflada rompe o vínculo com a realidade; enxergue os seus limites com os pés no chão.
- O comportamento das pessoas em grupo é muito diferente do comportamento individual — compreenda a psicologia das multidões e a força motivadora da consciência da morte.
Summary
"As Leis da Natureza Humana" é a obra mais profunda de Robert Greene e também a mais fácil de aplicar na vida real. O livro mostra que o ser humano é fundamentalmente irracional — a maior parte do nosso comportamento é movida por emoções inconscientes, que depois revestimos de razão. Por meio de 18 leis, Greene ensina a enxergar além das máscaras, a reconhecer os sinais da inveja e do narcisismo e a compreender as verdadeiras intenções das pessoas.
É um livro denso e, no início, pode parecer longo de ler, mas cada capítulo é repleto de exemplos históricos, análise psicológica e aplicação prática. As suas lições sobre autoconsciência, empatia e caráter vão ajudar você em todos os âmbitos — no trabalho, nos relacionamentos e na vida.
Who should read this
- Líderes que precisam compreender e gerenciar dinâmicas complexas de equipe
- Qualquer pessoa que queira melhorar a sua inteligência emocional e autoconsciência
- Pessoas que se sentem confusas ou magoadas com o comportamento alheio e querem entender o porquê
- Profissionais de psicologia, RH, vendas ou qualquer área voltada para pessoas
- Quem se interessa por exemplos históricos e biográficos da natureza humana
Favorite quotes
- Todos nós somos narcisistas em algum grau, mas os narcisistas profundos são especialmente perigosos porque são extremamente hábeis em disfarçar isso.
- A coisa mais importante na comunicação é ouvir aquilo que não foi dito.
- O comportamento das pessoas é, em grande parte, movido pelo medo e pelo desejo, mas elas raramente admitem isso, até mesmo para si mesmas.
- O seu caráter é o seu destino. Você pode alterá-lo, mas apenas por meio de um processo longo e difícil.
- O maior perigo que você enfrenta é a sua própria mente e a sua propensão ao autoengano.
- Somos animais sociais até a essência, e as nossas identidades são moldadas pela nossa necessidade de pertencer.
- Reconheça que as pessoas são governadas pelas suas emoções, não pelo seu intelecto.
- A chave para compreender as pessoas é perceber que elas raramente são como aparentam ser.
FAQ
Quem escreveu As Leis da Natureza Humana e quantas leis o livro contém?
O livro foi escrito por Robert Greene e publicado em 2018. Contém 18 leis da psicologia humana — como a irracionalidade, o narcisismo, a representação de papéis (as máscaras), o comportamento compulsivo, a inveja, a grandiosidade e a negação da morte.
Como este livro se diferencia de As 48 Leis do Poder?
"As 48 Leis do Poder" foca em conquistar o poder por meio de ações estratégicas, enquanto "As Leis da Natureza Humana" foca em compreender as forças psicológicas que movem todo comportamento humano — inclusive o seu. É mais introspectivo e enfatiza a inteligência emocional e a capacidade de ler as pessoas corretamente.
Este livro é baseado em pesquisa de psicologia?
Greene extrai percepções da psicologia evolutiva, das ciências comportamentais, de biografias históricas e de tradições filosóficas. Não é um tratado acadêmico, mas é inspirado em pesquisa legítima e organiza ideias complexas em estruturas simples por meio de exemplos históricos.
Qual é a mensagem central deste livro?
A percepção central é que a maior parte do comportamento humano é movida por forças emocionais inconscientes, que as pessoas racionalizam depois do fato. Ao compreender essas motivações ocultas — nos outros e em si mesmo — você navega melhor pelas situações sociais e toma decisões melhores.
Detailed Notes
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Notas
Introdução
- As Leis vão tornar você mais calmo e mais estratégico.
- Elas vão ajudá-lo a interpretar os sinais que as pessoas emitem o tempo todo.
- Elas vão permitir que você pense à frente das pessoas tóxicas que encontrar pelo caminho.
- Elas vão lhe ensinar como motivar e influenciar as pessoas.
- Elas vão lhe dar o poder de alterar seus próprios padrões negativos.
- Elas vão torná-lo mais empático.
- Elas vão ajudá-lo a enxergar seu próprio potencial.
1: Domine o Seu Eu Emocional - A Lei da Irracionalidade
- Você mal tem consciência de quão profundamente suas emoções o dominam.
- Racionalidade é a capacidade de neutralizar esses efeitos emocionais, de pensar em vez de reagir, de abrir a mente para o que realmente está acontecendo, em oposição ao que você está sentindo. Ela não vem naturalmente; é um poder que precisamos cultivar.
Chaves da Natureza Humana
- Podemos perceber a diferença nas decisões e ações que as pessoas tomam e nos resultados que daí decorrem. Pessoas racionais demonstram, ao longo do tempo, que são capazes de concluir um projeto, realizar seus objetivos, trabalhar de forma eficaz em equipe e criar algo duradouro. Pessoas irracionais revelam em suas vidas padrões negativos — erros que continuam se repetindo, conflitos desnecessários que as acompanham aonde quer que vão, sonhos e projetos que nunca se realizam, raiva e desejos de mudança que nunca se traduzem em ações concretas.
- Existem três passos para iniciar o caminho rumo à racionalidade.
Passo Um: Reconheça os Vieses
- Há vários dos quais você deve estar especialmente ciente: viés de confirmação, viés de convicção, viés de aparência, viés de grupo, viés de culpa, viés de superioridade.
Passo Dois: Cuidado com os Fatores Inflamatórios
- Gatilhos da infância: fique atento à intensidade infantil e a atitudes fora do comum.
- Ganhos ou perdas repentinos: contrabalance-os com pessimismo ou otimismo; subestimamos o papel da sorte.
- Pressão crescente: as pessoas agem de forma diferente sob pressão.
- Indivíduos inflamadores: afaste-se de pessoas que despertam em você emoções extremas.
- Efeito de grupo: desconfie de grandes grupos e preserve sua capacidade de pensar por si mesmo.
Passo Três: Estratégias para Trazer à Tona o Eu Racional
- Conheça-se a fundo
- Examine suas emoções até a raiz: vá além dos gatilhos para ver onde eles começaram.
- Aumente seu tempo de reação: treine-se para dar um passo atrás.
- Aceite as pessoas como fatos: veja as outras pessoas como fenômenos e evite o desgaste emocional.
- Encontre o equilíbrio ideal entre razão e emoção: mantenha um equilíbrio entre ceticismo e curiosidade.
- Ame o racional: domar o eu emocional vai levar à calma e à clareza.
2: Transforme o Amor-Próprio em Empatia - A Lei do Narcisismo
- Todos nós possuímos naturalmente a ferramenta mais notável para nos conectarmos com as pessoas e conquistarmos poder social — a empatia.
- Esse instrumento, porém, é embotado pelo nosso hábito de autoabsorção. Somos todos narcisistas, alguns mais profundamente no espectro do que outros.
- Nossa missão na vida é fazer as pazes com esse amor-próprio e aprender a voltar nossa sensibilidade para fora, em direção aos outros, em vez de para dentro.
O Espectro Narcisista
- Precisamos ser honestos sobre nossa própria natureza e não negá-la. Somos todos narcisistas.
- Precisamos desenvolver nossa própria empatia; para isso, precisamos desenvolver 4 habilidades:
- A atitude empática: você deve começar partindo do princípio de que é ignorante. Aprenda a se interessar pelo ponto de vista das outras pessoas.
- Empatia visceral: preste atenção aos humores, conforme indicados pela linguagem corporal e pelo tom de voz. Espelhar as pessoas também ajudará a despertar uma resposta empática.
- Empatia analítica: reúna o máximo de informações possível sobre os primeiros anos das pessoas que você está estudando e sobre a relação delas com os pais e irmãos.
- A habilidade empática: para desenvolver essa habilidade, tenha em mente alguns pontos: quanto mais pessoas você encontrar pessoalmente, melhor você ficará nisso. E quanto maior a variedade de pessoas que você conhecer, mais versátil sua habilidade se tornará.
3: Enxergue Além das Máscaras das Pessoas - A Lei da Representação Social
- As pessoas tendem a usar a máscara que as mostra sob a melhor luz possível — humilde, confiante, dedicada. Elas dizem as coisas certas, sorriem e parecem interessadas em nossas ideias. Aprendem a esconder suas inseguranças e invejas.
- Se tomarmos essa aparência como realidade, nunca conhecemos de fato seus verdadeiros sentimentos e, em certas ocasiões, somos pegos de surpresa por sua resistência repentina, hostilidade e ações manipuladoras.
- As pessoas vazam continuamente seus verdadeiros sentimentos e desejos inconscientes por meio de sinais não verbais que não conseguem controlar por completo — expressões faciais, inflexões de voz, tensão no corpo e gestos nervosos.
- Você deve dominar essa linguagem, transformando-se em um leitor superior de homens e mulheres.
- Por outro lado, já que as aparências são o critério pelo qual as pessoas o julgam, você deve aprender a apresentar a melhor fachada e a desempenhar seu papel com o máximo de efeito.
Chaves para a Natureza Humana
- Sua tarefa como estudante da natureza humana é dupla: primeiro, você deve compreender e aceitar a qualidade teatral da vida. Você não deve moralizar nem se revoltar contra a representação social e o uso de máscaras, tão essenciais ao bom funcionamento social.
- Segundo, você não deve ser ingênuo nem confundir as aparências das pessoas com a realidade. Você não se deixa cegar pelas habilidades de atuação alheias. Você se transforma em um decodificador mestre dos verdadeiros sentimentos das pessoas, aprimorando suas habilidades de observação e praticando-as o máximo possível na vida cotidiana.
Habilidades de Observação
- Tente redescobrir habilidades que você tinha em anos anteriores.
- Comece tentando observar expressões faciais que contradigam o que uma pessoa está dizendo.
- Em seguida, passe para a voz e depois para a linguagem corporal.
- Você pode praticar isso com pessoas que conhece, e também em lugares públicos.
- Observe-se também.
- Tudo o que as pessoas fazem é algum tipo de gesto.
Chaves para Decodificação
- Sua tarefa é olhar além das distrações e perceber os sinais que vazam automaticamente, revelando algo da verdadeira emoção por trás da máscara. As três categorias de sinais mais importantes a observar e identificar são antipatia/simpatia, dominância/submissão, e decepção.
Sinais de Antipatia/Simpatia:
- Muitas vezes sentimos que algo não está certo; devemos aprender a confiar nessas respostas intuitivas e procurar sinais.
- As pessoas dão indicações claras em sua linguagem corporal de antipatia ou hostilidade ativa. Isso inclui o estreitamento repentino dos olhos diante de algo que você disse, o olhar fixo, os lábios franzidos até quase desaparecerem, o pescoço enrijecido, o tronco ou os pés que se viram para longe de você enquanto a conversa ainda está em andamento, os braços cruzados quando você tenta fazer um ponto, e uma tensão geral no corpo.
- Uma boa forma de avaliar uma linguagem corporal mais sutil é observar como alguém se comporta com você em comparação a outras pessoas.
- Quando as pessoas começam a se sentir confortáveis na sua presença, elas ficam mais próximas ou se inclinam em sua direção, com os braços descruzados e sem revelar tensão. Se você está fazendo uma palestra ou contando uma história, acenos de cabeça frequentes, olhares atentos e sorrisos genuínos indicarão que as pessoas concordam com o que você está dizendo e estão perdendo sua resistência. Elas trocam mais olhares. Talvez o melhor e mais empolgante sinal de todos seja a sincronia, quando a outra pessoa espelha você inconscientemente.
- Você também pode treinar-se não apenas para monitorar essas mudanças que revelam sua influência, mas também para induzi-las, exibindo sinais positivos você mesmo. Você passa a, aos poucos, ficar de pé ou se inclinar mais perto, revelando sinais sutis de abertura. Você acena com a cabeça e sorri enquanto os outros falam. Você espelha o comportamento e os padrões de respiração deles.
Sinais de Dominância/Submissão:
- A confiança costuma vir acompanhada de uma maior sensação de relaxamento, claramente refletida no rosto, e de uma maior liberdade de movimento. Quem detém poder se sente à vontade para olhar mais ao redor, fazendo contato visual com quem quiser.
- Suas pálpebras ficam mais fechadas, sinal de seriedade e competência. Se sentem tédio ou irritação, demonstram isso mais livre e abertamente. Costumam sorrir menos, já que sorrir com frequência é sinal de insegurança geral.
- Sentem-se mais no direito de tocar as pessoas, como em tapinhas amigáveis nas costas ou no braço.
- Ficam mais eretas, e seus gestos são relaxados e confortáveis. Mais importante ainda, os outros se sentem compelidos a imitar seu estilo e seus trejeitos.
- Quanto à decepção, o melhor que podemos fazer é aprender a reconhecer certos sinais reveladores de uma tentativa de enganar e manter nosso ceticismo enquanto examinamos as evidências com mais cuidado.
- O sinal mais claro e comum surge quando as pessoas assumem uma postura extra-animada.
- Da mesma forma, se as pessoas estão tentando encobrir algo, tendem a ficar excessivamente veementes, moralistas e tagarelas. Elas estão explorando o viés da convicção.
- Em ambos os casos — o encobrimento e a venda suave — o enganador está se esforçando para desviar sua atenção da verdade.
- Com esses enganadores, você frequentemente notará que uma parte do rosto ou do corpo é mais expressiva para atrair sua atenção. Em geral, será a região da boca, com grandes sorrisos e expressões mutantes. Essa é a área do corpo mais fácil de manipular e de usar para criar um efeito animado. Mas também pode ser por meio de gestos exagerados com as mãos e os braços.
- O ponto-chave é que você detectará tensão e ansiedade em outras partes do corpo, porque é impossível para essas pessoas controlarem todos os músculos.
A Arte de Administrar a Própria Imagem
- Domine os sinais não verbais: irradie confiança, dê sorrisos genuínos, espelhe as pessoas com quem você lida.
- Seja um ator de método: aprenda a se colocar conscientemente no estado emocional certo.
- Adapte-se ao seu público: molde seus sinais não verbais ao estilo e ao gosto da plateia.
- Crie a primeira impressão adequada: dê atenção extra à sua primeira aparição diante de um indivíduo ou grupo.
- Use efeitos dramáticos: torne suas aparições e seu comportamento menos previsíveis.
- Projete qualidades de santidade: mostre-se progressista, supremamente tolerante e de mente aberta.
4: Determine a Força do Caráter das Pessoas - A Lei do Comportamento Compulsivo
- Ao escolher pessoas para trabalhar e se relacionar, não se deixe hipnotizar por sua reputação nem se deixe enganar pela imagem superficial que tentam projetar. Em vez disso, treine-se para olhar profundamente dentro delas e enxergar seu caráter.
- Avalie a força relativa do caráter das pessoas pela forma como lidam com a adversidade, sua capacidade de se adaptar e trabalhar com outras pessoas, sua paciência e sua capacidade de aprender.
- Uma pessoa de caráter forte é como ouro — rara, mas inestimável. Essas pessoas conseguem se adaptar, aprender e se aprimorar.
Chaves para a Natureza Humana
- O caráter, portanto, é algo tão profundamente arraigado ou impresso em nós que nos obriga a agir de determinadas maneiras, além da nossa consciência e controle. Podemos conceber esse caráter como tendo três componentes essenciais, cada um sobreposto ao outro, conferindo profundidade a esse caráter.
- O primeiro vem da genética. O segundo, dos nossos primeiros anos de vida e dos vínculos que formamos. O terceiro vem dos nossos hábitos e experiências à medida que envelhecemos.
- Primeiro, devemos compreender nosso próprio caráter e identificar os padrões negativos que vemos se repetir em nossa vida.
- Segundo, devemos desenvolver nossa habilidade de ler o caráter das pessoas com quem lidamos.
Sinais de Caráter
- O indicador mais significativo do caráter das pessoas vem de suas ações ao longo do tempo.
- Em momentos de estresse ou crise é que as falhas se tornam evidentes, e da mesma forma, na maneira como as pessoas lidam com poder e responsabilidade.
- Observe que extrovertidos e introvertidos terão características diferentes, e você precisa reconhecer isso para categorizá-los e julgar seu caráter corretamente.
- É fundamental que você também avalie a força relativa do caráter de alguém.
- Essa força emana de uma sensação de segurança pessoal e autoestima. Isso permite que essas pessoas aceitem críticas e aprendam com suas experiências. Significa que elas não desistem facilmente, pois querem aprender a melhorar. São rigorosamente persistentes. Pessoas de caráter forte estão abertas a novas ideias e formas de fazer as coisas sem comprometer os princípios básicos que seguem. Na adversidade, conseguem manter a presença de espírito. Sabem lidar com o caos e o imprevisível sem sucumbir à ansiedade. Cumprem sua palavra. Têm paciência, conseguem organizar grande quantidade de material e concluem o que começam. Não estando constantemente inseguras quanto ao seu status, também conseguem subordinar seus interesses pessoais ao bem do grupo, sabendo que aquilo que é melhor para a equipe, no fim das contas, tornará sua própria vida mais fácil e melhor.
Tipos Tóxicos
De modo geral, você deve aprender a identificar o caráter tóxico e a não se envolver ou a se afastar o mais rápido possível.
- O Hiperperfeccionista: padrões de sucesso inicial seguidos de esgotamento e fracassos espetaculares.
- O Rebelde Incansável: parecem empolgantes no início, mas estão presos na adolescência.
- O Personalizador: parecem sensíveis e atenciosos, mas levam tudo para o lado pessoal.
- O Ímã de Drama: são empolgantes de se ter por perto, mas acabarão causando um drama feio.
- O Falastrão: têm grandes ideias e buscam ajuda e apoiadores, mas podem ter medo de realmente colocá-las em prática.
- O Sexualizador: parecem carregados de energia sexual, mas confundem os limites de quando isso é apropriado.
- O Príncipe/Princesa Mimado(a): parecem calmos, confiantes e com ares de realeza, mas farão os outros se sentirem culpados por não lhes dar atenção.
- O Salvador: vão salvá-lo de suas dificuldades e problemas; é melhor desenvolver autossuficiência.
- O Moralista Fácil: comunicam um senso de injustiça em relação a isto ou aquilo, mas têm um lado secreto repleto de falhas.
O Caráter Superior
- Você pode seguir em uma de duas direções: a ignorância e a negação, ou o autoexame mais minucioso possível.
- O resultado da negação é simples: o comportamento compulsivo e os padrões se tornam ainda mais arraigados.
- A outra direção é mais difícil de seguir, mas é o único caminho que leva ao verdadeiro poder e à formação de um caráter superior. Funciona da seguinte maneira: você se examina o mais minuciosamente possível. Você observa as camadas mais profundas do seu caráter, determinando se é introvertido ou extrovertido, se tende a ser governado por altos níveis de ansiedade e sensibilidade, ou por hostilidade e raiva, ou por uma necessidade profunda de se relacionar com as pessoas. Você observa suas inclinações primais — aqueles temas e atividades pelos quais você é naturalmente atraído. Você examina a qualidade dos vínculos que formou com seus pais, observando seus relacionamentos atuais como o melhor indício disso. Você olha com honestidade rigorosa para seus próprios erros e para os padrões que continuamente o seguram para trás. Você conhece suas limitações — aquelas situações em que você não rende o seu melhor. Você também se torna consciente das forças naturais do seu caráter que sobreviveram à adolescência.
- Agora, com essa consciência, você deixa de ser refém do seu caráter, obrigado a repetir infinitamente as mesmas estratégias e os mesmos erros. Ao perceber que está caindo em um de seus padrões habituais, você consegue se conter a tempo e dar um passo atrás. Talvez você não consiga eliminar completamente esses padrões, mas, com prática, pode mitigar seus efeitos. Conhecendo suas limitações, você não vai se arriscar em coisas para as quais não tem capacidade ou inclinação.
- Por fim, você também precisa refinar ou cultivar os traços que compõem um caráter forte — resiliência sob pressão, atenção aos detalhes, a capacidade de concluir tarefas, de trabalhar em equipe, de ser tolerante com as diferenças das pessoas. A única forma de fazer isso é trabalhar seus hábitos, que compõem a formação lenta do seu caráter. Por exemplo, você se treina para não reagir no calor do momento, colocando-se repetidamente em situações estressantes ou adversas a fim de se acostumar com elas.
5: Torne-se um Objeto de Desejo Inatingível - A Lei da Cobiça
- Ausência e presença têm efeitos muito primais sobre nós. O excesso de presença sufoca; um certo grau de ausência estimula nosso interesse.
- Somos marcados pelo desejo contínuo de possuir aquilo que não temos — o objeto projetado por nossas fantasias.
- Aprenda a criar um certo mistério ao seu redor, a usar a ausência estratégica para fazer as pessoas desejarem seu retorno, para que queiram possuí-lo. Mostre aos outros, à distância, aquilo que mais lhes falta na vida, aquilo que lhes é proibido ter, e eles enlouquecerão de desejo.
- A grama do vizinho é sempre mais verde. Supere essa fraqueza em si mesmo abraçando suas circunstâncias, seu destino.
O Objeto de Desejo
- Em vez de se concentrar no que você quer e cobiça no mundo, você deve se treinar para focar nos outros, em seus desejos reprimidos e fantasias não realizadas.
- As pessoas não querem verdade e honestidade, por mais que ouçamos esse disparate ser repetido sem parar. Elas querem que sua imaginação seja estimulada e ser levadas para além de suas circunstâncias banais. Querem fantasia e objetos de desejo para cobiçar e perseguir. Crie um ar de mistério ao seu redor e ao redor do seu trabalho. Associe-o a algo novo, desconhecido, exótico, progressista e tabu.
- Não defina sua mensagem com clareza; deixe-a vaga. Crie a ilusão de ubiquidade — seu objeto é visto em todo lugar e desejado por todos.
Chaves para a Natureza Humana
- Por natureza, nós, humanos, não nos contentamos facilmente com nossas circunstâncias. Por alguma força perversa dentro de nós, no momento em que possuímos algo ou conseguimos o que queríamos, nossa mente começa a se voltar para algo novo e diferente, imaginando que podemos conseguir algo melhor.
- Cada vez mais pessoas passaram a acreditar que os outros deveriam simplesmente desejá-las por quem elas são. Isso significa revelar o máximo possível sobre si mesmas, expondo todos os seus gostos e aversões, e se tornando o mais familiares possível. Elas não deixam espaço para a imaginação ou a fantasia.
- Entenda: as pessoas podem apontar tudo isso como evidência de que nós, humanos, estamos nos tornando mais honestos e sinceros, mas a natureza humana não muda em poucas gerações. As pessoas se tornaram mais óbvias e diretas não por algum chamado moral profundo, mas por causa do crescente individualismo e da preguiça generalizada. Não exige esforço algum simplesmente ser você mesmo ou disparar sua mensagem para o mundo.
- Não engula o moralismo fácil da atualidade, que prega a honestidade às custas da capacidade de despertar desejo. Vá na direção oposta. Com tão poucas pessoas que compreendem a arte de ser desejável, isso lhe oferece infinitas oportunidades de brilhar e explorar as fantasias reprimidas das pessoas.
Estratégias para Estimular o Desejo
Saiba como e quando se retrair.
- Sua presença deve ter um certo toque de frieza, como se você pudesse perfeitamente viver sem os outros.
- Acrescente a isso um pouco de neutralidade e ambiguidade quanto a quem você é. Suas opiniões, valores e gostos nunca devem ficar óbvios demais para as pessoas.
- Com o trabalho que você produz, pode criar efeitos cobiçáveis semelhantes. Deixe sempre a apresentação e a mensagem relativamente em aberto.
Crie rivalidades de desejo.
- Se você conseguir, de alguma forma, criar a impressão de que outros o desejam, ou desejam seu trabalho, você atrairá as pessoas para a sua correnteza sem precisar dizer uma palavra ou se impor.
Use a indução.
- Associe seu objeto a algo ligeiramente ilícito, não convencional ou politicamente avançado.
- Incorpore o desejo dando a impressão de que você está revelando segredos que, na verdade, não deveriam ser compartilhados.
- Não é a posse, mas o desejo, que secretamente impulsiona as pessoas.
O Desejo Supremo
- De modo geral, não fique constantemente esperando e desejando algo melhor; em vez disso, aproveite ao máximo o que você já tem.
- No fim das contas, o que você realmente deve cobiçar é uma relação mais profunda com a realidade, que lhe trará calma, foco e poderes práticos para alterar aquilo que é possível alterar.
6: Eleve a Sua Perspectiva - A Lei da Miopia
- Faz parte do lado animal da sua natureza se impressionar mais com aquilo que você pode ver e ouvir no presente — as últimas notícias e tendências, as opiniões e ações das pessoas ao seu redor, o que quer que pareça mais dramático.
- Aprenda a medir as pessoas pela estreiteza ou amplitude de sua visão; evite se enredar com aquelas que não conseguem ver as consequências de suas ações, que vivem em modo reativo permanente. Elas vão te contagiar com essa energia. Seus olhos devem estar voltados para as grandes tendências que governam os acontecimentos, para aquilo que não é imediatamente visível. Nunca perca de vista os seus objetivos de longo prazo. Com uma perspectiva elevada, você terá a paciência e a clareza necessárias para alcançar quase qualquer objetivo.
Chaves da Natureza Humana
- Primeiro, diante de um problema, conflito ou alguma oportunidade empolgante, treinamos a nós mesmos para nos desligarmos do calor do momento.
- Em seguida, começamos a aprofundar e ampliar nossa perspectiva. Ao considerar a natureza do problema que enfrentamos, não nos contentamos com a explicação imediata, mas cavamos mais fundo e consideramos outras possibilidades, outras motivações possíveis das pessoas envolvidas. Nos forçamos a olhar para o contexto geral do acontecimento, não apenas para o que chama imediatamente nossa atenção. Imaginamos da melhor forma possível as consequências negativas das diversas estratégias que estamos contemplando.
Quatro Sinais de Miopia e Estratégias para Superá-los
1. Consequências não intencionais.
- Em qualquer grupo ou equipe, designe pelo menos uma pessoa para simular todas as possíveis consequências de uma estratégia ou linha de ação, de preferência alguém com um espírito cético e prudente.
2. Inferno tático.
- Você se vê enredado em várias disputas ou batalhas. Na verdade, perdeu de vista os seus objetivos de longo prazo, aquilo pelo qual realmente está lutando. Em vez disso, tudo virou uma questão de afirmar o seu ego e provar que você está certo.
- A única solução é se retirar temporária ou permanentemente dessas batalhas, especialmente se estiverem ocorrendo em várias frentes. Você precisa de algum distanciamento e perspectiva.
- Vença por meio das suas ações, não das suas palavras.
- Volte a pensar nos seus objetivos de longo prazo. Crie uma escada de valores e prioridades na sua vida, lembrando a si mesmo do que realmente importa para você.
- Na vida, assim como na guerra, os estrategistas sempre prevalecerão sobre os táticos.
3. Febre do teleimpressor.
- Quando enfrentamos qualquer tipo de problema ou obstáculo, precisamos fazer um esforço para desacelerar e dar um passo atrás, esperando um dia ou dois antes de agir.
- Em segundo lugar, diante de questões importantes, precisamos ter clareza sobre os nossos objetivos de longo prazo e como alcançá-los.
4. Perdido em trivialidades.
- Você se sente sobrecarregado pela complexidade do seu trabalho. Sente a necessidade de estar por dentro de todos os detalhes e tendências globais para controlar melhor as coisas, mas está se afogando em informação.
- O que você precisa é de um sistema mental de filtragem baseado em uma escala de prioridades e nos seus objetivos de longo prazo. Saber o que você quer alcançar no final vai ajudá-lo a separar o essencial do não essencial.
O Ser Humano de Visão Ampla
- Sua tarefa como estudante da natureza humana, e como alguém que aspira a alcançar o maior potencial do animal humano, é ampliar ao máximo a sua relação com o tempo, e desacelerá-la. Isso significa que você não enxerga a passagem do tempo como uma inimiga, mas sim como uma grande aliada.
- Em relação ao futuro, você pensa profundamente sobre os seus objetivos de longo prazo. Eles não são sonhos vagos, mas objetivos concretos, e você traçou um caminho para alcançá-los.
- Você sabe do que gosta e do que não gosta, sabe quem você é. Isso vai ajudá-lo a manter o seu amor-próprio, algo crítico para resistir à descida ao narcisismo profundo e para ajudá-lo a desenvolver empatia.
- "Os anos ensinam muita coisa que os dias jamais conhecem." —Ralph Waldo Emerson
7: Suavize a Resistência das Pessoas Confirmando a Opinião que Elas Têm de Si Mesmas - A Lei da Defensividade
- A vida é dura e as pessoas são competitivas. Naturalmente precisamos cuidar dos nossos próprios interesses. Também queremos sentir que somos independentes, agindo por conta própria. É por isso que, quando outros tentam nos persuadir ou nos mudar, ficamos na defensiva e resistentes.
- É por isso que, para tirar as pessoas de suas posições defensivas, você deve sempre fazer parecer que aquilo que estão fazendo é por livre e espontânea vontade.
- Criar uma sensação de calor humano mútuo ajuda a suavizar a resistência das pessoas e faz com que elas queiram ajudar. Nunca ataque as pessoas por suas crenças nem as faça se sentir inseguras quanto à sua inteligência ou bondade — isso só vai fortalecer a defensividade delas e tornar a sua tarefa impossível.
- Faça-as sentir que, ao fazerem o que você quer, estão sendo nobres e altruístas — a isca definitiva. Aprenda a domar a sua própria natureza teimosa e a libertar a sua mente de posições defensivas e fechadas, liberando os seus poderes criativos.
O Jogo da Influência
- Compreenda: a influência sobre as pessoas e o poder que ela traz são conquistados de maneira oposta ao que você imagina. Normalmente tentamos encantar as pessoas com nossas próprias ideias, mostrando-nos sob a melhor luz possível.
- O caminho para a influência e o poder é seguir na direção oposta: coloque o foco nos outros. Deixe que eles falem. Deixe que sejam as estrelas do show. As opiniões e os valores deles merecem ser emulados.
Chaves da Natureza Humana
- A chave para influenciar as pessoas é fazê-las sentir uma segurança interior — não julgadas, mas aceitas pelos amigos, pelo grupo ou pela pessoa amada.
- Compreenda: criar essa sensação de validação é a chave de ouro que vai destravar as defesas das pessoas.
- As pessoas têm uma percepção sobre si mesmas que chamaremos de autoimagem. Essa autoimagem pode ser precisa ou não — isso não importa. O que importa é como as pessoas percebem o próprio caráter e o próprio valor. E existem três qualidades da autoimagem das pessoas que são praticamente universais: "Sou autônomo, ajo por livre e espontânea vontade"; "Sou inteligente à minha maneira"; e "Sou basicamente bom e decente".
- Para convencer as pessoas de algo, confirme ativamente a autoimagem delas. Nesse caso, você está satisfazendo uma das maiores necessidades emocionais das pessoas. Podemos imaginar que somos independentes, inteligentes, decentes e autossuficientes, mas só outras pessoas podem realmente confirmar isso para nós.
- Sua tarefa é simples: instile nas pessoas uma sensação de segurança interior. Espelhe os valores delas; mostre que você gosta e as respeita. Faça com que sintam que você aprecia a sabedoria e a experiência delas. Gere uma atmosfera de calor humano mútuo. Faça-as rir junto com você, instilando uma sensação de sintonia. Tudo isso funciona melhor se os sentimentos não forem completamente forjados.
Cinco Estratégias para se Tornar um Mestre da Persuasão
1. Transforme-se em um ouvinte profundo.
- Imagine cada pessoa que você encontra como alguém repleto de surpresas ainda não descobertas. Busque descobri-las.
2. Contagie as pessoas com o clima emocional adequado.
- Se você está relaxado, feliz e antecipando uma experiência prazerosa, os outros vão perceber isso e espelhar esse estado.
3. Confirme a autoimagem delas.
- Permita que as pessoas o convençam do ponto de vista delas, e peça conselhos a elas. Elas ficarão mais abertas a mudanças futuras.
- Inspire-as com uma causa maior.
- Lembre-as das boas coisas que fizeram no passado. Elas vão querer confirmar essas ações ("Eu sou generoso").
4. Apazigue as inseguranças delas.
- Elogie e bajule as qualidades sobre as quais as pessoas se sentem mais inseguras. Elogie o esforço, não o talento.
5. Use a resistência e a teimosia das pessoas.
- Para aquelas pessoas difíceis de influenciar, canalize suas emoções fortes em uma direção produtiva, use a linguagem delas e concorde com suas posições inflexíveis — elas podem acabar buscando se rebelar.
A Mente Flexível — Estratégias Pessoais
- Quando se trata das ideias e opiniões que você tem, encare-as como brinquedos ou blocos de montar com os quais está brincando. Alguns você vai manter, outros vai derrubar, mas o seu espírito permanece flexível e brincalhão.
- Quando se trata da sua própria autoimagem, tente manter uma certa distância irônica dela. Conscientize-se de sua existência e de como ela opera dentro de você. Aceite o fato de que você não é tão livre e autônomo quanto gostaria de acreditar.
8: Mude as Suas Circunstâncias Mudando a Sua Atitude - A Lei da Autossabotagem
- Cada um de nós tem uma maneira particular de olhar para o mundo, de interpretar os acontecimentos e as ações das pessoas ao nosso redor. Essa é a nossa atitude, e ela determina grande parte do que acontece conosco na vida.
- Se a nossa atitude é essencialmente medrosa, enxergamos o lado negativo em toda circunstância. Nos impedimos de correr riscos. Culpamos os outros pelos erros e deixamos de aprender com eles.
- Se nos sentimos hostis ou desconfiados, fazemos com que os outros sintam essas mesmas emoções em nossa presença. Sabotamos nossa carreira e nossos relacionamentos ao criar inconscientemente as circunstâncias que mais tememos.
- A atitude humana, no entanto, é maleável. Ao tornar nossa atitude mais positiva, aberta e tolerante com as outras pessoas, podemos provocar uma dinâmica diferente — podemos aprender com a adversidade, criar oportunidades do nada e atrair pessoas para perto de nós.
A Liberdade Suprema
- Compreenda: todos nós temos momentos de grande dúvida sobre nós mesmos.
- Ao aceitar as pessoas, ao compreendê-las e, se possível, até amá-las por sua natureza humana, podemos libertar nossa mente de emoções obsessivas e mesquinhas.
Chaves da Natureza Humana
- O que precisamos compreender sobre a atitude não é apenas como ela colore nossas percepções, mas também como ela determina ativamente o que nos acontece na vida — nossa saúde, nossas relações com as pessoas e nosso sucesso. Nossa atitude tem uma dinâmica autorrealizável.
- Sua tarefa como estudante da natureza humana é dupla: primeiro, você precisa se conscientizar da sua própria atitude e de como ela inclina as suas percepções.
- Em segundo lugar, você não deve apenas estar ciente do papel da sua atitude, mas também acreditar em seu poder supremo de alterar as suas circunstâncias.
- Veja a sua saúde como algo amplamente dependente da sua atitude. Sentindo-se animado e aberto à aventura, você pode acessar reservas de energia que nem sabia que tinha.
- Veja os problemas e fracassos como meios de aprender e se fortalecer. Você pode superar qualquer coisa com persistência.
- Não tenha medo de exagerar o papel da força de vontade. É um exagero com um propósito. Ele leva a uma dinâmica autorrealizável positiva, e isso é tudo o que importa.
A Atitude Constrita (Negativa)
A Atitude Hostil.
- A hostilidade dessas pessoas permeia tudo o que fazem — a maneira como discutem e provocam (elas estão sempre certas); o tom maldoso de suas piadas; a ganância com que exigem atenção; o prazer que sentem ao criticar os outros e vê-los fracassar.
A Atitude Ansiosa.
- Se você notar essas tendências em si mesmo, o melhor antídoto é canalizar suas energias para o trabalho. Direcionar sua atenção para fora, para algum tipo de projeto, terá um efeito calmante.
A Atitude Evitativa.
- Pessoas com essa atitude enxergam o mundo através das lentes de suas inseguranças, geralmente relacionadas a dúvidas sobre sua própria competência e inteligência.
- Esses tipos têm dificuldade em se comprometer com qualquer coisa, e por um bom motivo.
A Atitude Depressiva.
- Esses tipos costumam ter uma necessidade secreta de ferir os outros, incentivando comportamentos como traição ou crítica que alimentam a sua depressão.
A Atitude Ressentida.
- Por terem uma sensação contínua de terem sido injustiçadas, essas pessoas tendem a projetar isso no mundo, enxergando opressores em toda parte.
- Em geral, elas se portam com um ar de arrogância; sentem-se superiores aos outros, mesmo que ninguém reconheça isso.
A Atitude Expansiva (Positiva)
- Sem perder mais um único dia nessas condições, o seu objetivo é romper as amarras, ampliar o que você vê e o que você vivencia.
Como ver o mundo:
- Veja-se como um explorador.
- Você está em busca contínua de novas ideias e novas maneiras de pensar.
Como ver a adversidade:
- Seu objetivo é seguir na direção oposta, abraçando todos os obstáculos como experiências de aprendizado, como meios de se fortalecer.
Como ver a si mesmo:
- Seja qual for a sua atividade atual, você é, na verdade, capaz de muito mais, e ao pensar assim, você vai criar uma dinâmica bem diferente.
- Esses momentos podem surgir ao se esforçar além do que você achava serem seus limites; podem surgir ao superar grandes obstáculos, escalar uma montanha, fazer uma viagem a uma cultura muito diferente, ou o vínculo profundo que vem de qualquer forma de amor. Você deve buscar deliberadamente esses momentos, estimulá-los sempre que possível.
Como ver a sua energia e saúde:
- Em geral, você pode se empurrar com segurança além do que considera serem seus limites físicos sentindo-se animado e desafiado por um projeto ou empreitada.
- As pessoas envelhecem e ficam velhas prematuramente ao aceitarem limites físicos para o que podem fazer, tornando isso um ciclo autorrealizável.
Como ver as outras pessoas:
- Você deve tentar se livrar da tendência natural de levar para o lado pessoal aquilo que as pessoas fazem e dizem, especialmente quando o que elas dizem ou fazem é desagradável.
9: Confronte o Seu Lado Sombrio - A Lei da Repressão
- As pessoas raramente são o que parecem ser. Por trás de sua fachada educada e afável, espreita inevitavelmente um lado sombrio, feito de inseguranças e de impulsos agressivos e egoístas que elas reprimem e escondem cuidadosamente do olhar público. Esse lado sombrio vaza em comportamentos que vão te deixar confuso e te prejudicar.
- Aprenda a reconhecer os sinais da Sombra antes que se tornem tóxicos. Veja os traços evidentes das pessoas — dureza, santidade, etc. — como uma cobertura para a qualidade oposta. Você precisa se tornar consciente do seu próprio lado sombrio. Ao ter consciência dele, você consegue controlar e canalizar as energias criativas que espreitam no seu inconsciente. Ao integrar o lado sombrio à sua personalidade, você se tornará um ser humano mais completo e irradiará uma autenticidade que atrairá as pessoas até você.
O Lado Sombrio
- Sua tarefa como estudante da natureza humana é reconhecer e examinar o lado sombrio do seu caráter. Uma vez submetido ao escrutínio consciente, ele perde seu poder destrutivo.
- Pode parecer que só quem projeta força e santidade contínuas consegue ter sucesso, mas não é nada disso. Ao representar um papel a esse ponto, ao se esforçar para viver à altura de ideais que não são reais, você vai emitir uma falsidade que os outros percebem.
Chaves para a Natureza Humana
- A maioria de nós consegue se tornar um animal social positivo, mas a um custo. Acabamos perdendo a intensidade que vivenciávamos na infância, toda a gama de emoções e até a criatividade que vinha junto com essa energia mais selvagem.
- A Sombra quer liberar parte dessa tensão interna e voltar à vida.
A seguir estão alguns dos sinais mais notáveis dessa liberação.
- Comportamento contraditório.
- Explosões emocionais.
- Negação veemente.
- Comportamento “acidental”.
- Superidealização.
- Projeção: Essa é, de longe, a forma mais comum de lidar com a nossa Sombra, pois oferece alívio quase diário. Não conseguimos admitir para nós mesmos certos desejos — por sexo, por dinheiro, por poder, por superioridade em alguma área — e, em vez disso, projetamos esses desejos nos outros.
Decifrando a Sombra: Comportamento Contraditório
- Como estudante da natureza humana, você precisa entender a realidade: o traço enfático geralmente repousa sobre o traço oposto, distraindo e ocultando-o do olhar público.
A seguir estão sete dos traços mais enfáticos que você precisa aprender a reconhecer e administrar adequadamente:
O Durão: Ele projeta uma masculinidade ríspida com a intenção de intimidar.
O Santo: Essas pessoas são modelos de bondade e pureza. Apoiam as causas mais nobres e progressistas.
- Para distinguir o verdadeiro do falso, ignore as palavras e a aura que projetam, e concentre-se em seus atos e nos detalhes de sua vida.
O Charmoso Passivo-Agressivo: Esses tipos são surpreendentemente gentis e acomodatícios quando você os conhece, a ponto de você deixá-los entrar na sua vida rapidamente.
- Então algo feio acontece — uma explosão, algum ato de sabotagem ou traição — tão diferente daquela pessoa simpática e charmosa que você conheceu no início.
O Fanático: Você fica impressionado com o fervor deles em apoio a qualquer causa.
- Mas no momento crucial, quando poderiam efetivamente cumprir o que prometeram, eles inesperadamente falham.
O Racionalista Rígido: Todos nós temos tendências irracionais.
- A verdadeira racionalidade deveria ser sóbria e cética quanto ao seu próprio poder, e não fazer propaganda de si mesma.
O Esnobe: Esses tipos têm uma necessidade tremenda de ser diferentes dos outros, de afirmar alguma forma de superioridade sobre a massa da humanidade.
- Quem é verdadeiramente original e diferente não precisa fazer alarde disso. Na verdade, costumam se sentir constrangidos por serem tão diferentes e aprendem a parecer mais humildes.
O Empreendedor Extremo: À primeira vista, esses tipos parecem possuir qualidades muito positivas, especialmente para o trabalho. Mantêm padrões muito elevados e prestam atenção excepcional aos detalhes. Estão dispostos a fazer boa parte do trabalho sozinhos. Combinado com talento, isso frequentemente leva ao sucesso cedo na vida.
- Mas, por trás da fachada, as sementes do fracasso estão criando raízes. Isso aparece primeiro na incapacidade de ouvir os outros. Não conseguem aceitar conselhos. Não precisam de ninguém.
- Muitas vezes, sua demonstração externa de autossuficiência disfarça um desejo oculto de que outros cuidem deles, de regredir à dependência da infância.
O Ser Humano Integrado
- Conscientes da nossa Sombra, podemos controlá-la, canalizá-la e integrá-la.
A seguir estão quatro passos claros e práticos para alcançar isso.
Veja a Sombra.
- Esse é o passo mais difícil do processo. A Sombra é algo que negamos e reprimimos.
- A melhor forma de começar é procurar sinais indiretos, conforme indicado nas seções acima.
- Observe suas próprias explosões emocionais e momentos de extrema suscetibilidade.
Acolha a Sombra.
- Seu objetivo aqui deve ser não apenas a aceitação completa da Sombra, mas o desejo de integrá-la à sua personalidade atual.
Explore a Sombra.
- Considere que a Sombra tem profundezas que contêm uma grande energia criativa. Você quer explorar essas profundezas, que incluem formas mais primitivas de pensamento e os impulsos mais sombrios que vêm da nossa natureza animal.
- Todos nós temos sonhos, intuições e associações livres de ideias, mas frequentemente nos recusamos a prestar atenção a eles ou a levá-los a sério. Em vez disso, você quer desenvolver o hábito de usar essa forma de pensamento com mais frequência, reservando tempo livre de estrutura em que possa brincar com ideias, ampliar as opções que considera e prestar atenção séria ao que lhe ocorre em estados de consciência menos plenos.
Mostre a Sombra.
- Seria sensato observar quem tem sucesso em sua área. Inevitavelmente, veremos que a maioria deles está muito menos presa a esses códigos. Em geral, são mais assertivos e abertamente ambiciosos. Se importam muito menos com o que os outros pensam deles. Desafiam as convenções abertamente e com orgulho. E não são punidos, mas amplamente recompensados.
- Crie o hábito, na sua vida diária, de se afirmar mais e ceder menos. Faça isso com controle e nos momentos oportunos.
- Comece a se importar menos com o que as pessoas pensam de você. Você sentirá uma tremenda sensação de libertação.
- Perceba que, às vezes, você precisa ofender e até magoar pessoas que bloqueiam seu caminho, que têm valores repugnantes, que o criticam injustamente. Use esses momentos de injustiça evidente para trazer sua Sombra à tona e mostrá-la com orgulho.
- Desafie as próprias convenções que os outros seguem tão escrupulosamente. Por séculos, e ainda hoje, os papéis de gênero representam a mais poderosa de todas as convenções.
10: Cuidado com o Ego Frágil - A Lei da Inveja
- Nós, seres humanos, somos naturalmente compelidos a nos comparar uns com os outros. Estamos continuamente medindo o status das pessoas, os níveis de respeito e atenção que recebem, e notando qualquer diferença entre o que temos e o que elas têm.
- Para alguns de nós, essa necessidade de comparação serve de estímulo para nos destacarmos por meio do nosso trabalho. Para outros, pode se transformar em inveja profunda — sentimentos de inferioridade e frustração que levam a ataques e sabotagens veladas.
- Ninguém admite agir por inveja. Você precisa reconhecer os primeiros sinais de alerta — elogios e gestos de amizade que parecem efusivos e desproporcionais; alfinetadas sutis disfarçadas de bom humor; um aparente desconforto com o seu sucesso. É mais provável que isso surja entre amigos ou colegas da mesma profissão.
- Aprenda a desviar a inveja tirando a atenção de si mesmo. Construa seu senso de autovalor a partir de padrões internos, e não de comparações incessantes.
Amigos Fatais
- Entenda: a inveja ocorre mais comum e dolorosamente entre amigos.
Chaves para a Natureza Humana
- Sua tarefa como estudante da natureza humana é se transformar em um mestre decodificador da inveja.
Sinais de Inveja
Você deve procurar combinações ou repetições dos sinais a seguir, um padrão, antes de entrar em modo de alerta.
Microexpressões.
- Conte aos suspeitos de inveja alguma boa notícia sua — uma promoção, um novo e empolgante interesse amoroso, um contrato de livro. Você notará uma expressão muito rápida de decepção.
- Da mesma forma, conte a eles algum infortúnio seu e observe a microexpressão incontrolável de alegria com sua dor, o que é comumente conhecido como schadenfreude.
Elogio envenenado.
Fofoca maldosa.
- A fofoca é uma cobertura frequente para a inveja, uma forma conveniente de extravasá-la compartilhando boatos e histórias maldosas.
O empurra e puxa.
- Críticas a você que parecem sinceras, mas que não têm relação direta com nada que você realmente tenha feito, costumam ser um forte sinal de inveja.
Tipos de Invejosos
A seguir estão cinco tipos comuns de invejosos, como costumam se disfarçar e suas formas particulares de ataque.
O Nivelador.
- Quando você os conhece pela primeira vez, os niveladores podem parecer bastante divertidos e interessantes. Costumam ter um senso de humor maldoso. São bons em rebaixar os poderosos e em desinflar os pretensiosos.
- Mas o que os diferencia das pessoas com empatia genuína pelos desfavorecidos é que os niveladores não conseguem reconhecer ou apreciar a excelência em quase ninguém, exceto nos que já morreram. Têm egos frágeis.
O Folgado com Senso de Direito Adquirido.
- No mundo de hoje, muitas pessoas se sentem, com razão, no direito de ter sucesso e as coisas boas da vida, mas geralmente entendem que isso vai exigir sacrifício e trabalho árduo. Algumas pessoas, no entanto, sentem que merecem atenção e muitas recompensas na vida, como se isso lhes fosse naturalmente devido.
- Tenha cuidado redobrado no ambiente de trabalho com aqueles que gostam de manter sua posição pelo charme e pela articulação política, em vez de fazer as coisas acontecerem.
O Fanático por Status.
- Como animais sociais, nós, humanos, somos muito sensíveis à nossa posição e classificação dentro de qualquer grupo.
- Você reconhecerá esses fanáticos pelas perguntas que fazem sobre quanto dinheiro você ganha, se você tem casa própria, em que tipo de bairro ela fica, se você às vezes voa de classe executiva, e todas as outras coisas mesquinhas que podem usar como pontos de comparação.
O Agregado.
- Em qualquer ambiente de poder, como uma corte, você inevitavelmente vai encontrar pessoas atraídas por quem tem sucesso ou poder, não por admiração, mas por inveja secreta. Elas encontram um jeito de se agregar como amigos ou assistentes.
- Esses tipos têm um traço bastante comum a todos os invejosos: faltam-lhes um propósito claro na vida.
O Chefe Inseguro.
- Para algumas pessoas, alcançar uma posição elevada valida a própria opinião que têm de si mesmas e fortalece a autoestima. Mas há quem fique mais ansioso.
- Ocupar uma posição elevada tende a aumentar suas inseguranças, que eles têm o cuidado de esconder.
- Preste atenção aos seus superiores em busca de sinais de insegurança e inveja. Eles inevitavelmente terão um histórico de demitir pessoas por motivos estranhos.
Gatilhos da Inveja
- O gatilho mais comum é uma mudança repentina no seu status, que altera sua relação com amigos e colegas.
- O melhor que você pode fazer nessas situações é ter um pouco de autoironia e não esfregar seu sucesso na cara das pessoas, sucesso que, afinal, pode conter alguns elementos de sorte.
Além da Inveja
- O que devemos almejar é transformar lentamente nossa inclinação para a comparação em algo positivo, produtivo e pró-social. A seguir estão cinco exercícios simples para ajudá-lo a alcançar isso.
A seguir estão cinco exercícios simples para ajudá-lo a alcançar isso.
Aproxime-se do que você inveja.
Faça comparações para baixo.
- Normalmente você se concentra em quem parece ter mais do que você, mas seria mais sensato olhar para quem tem menos.
- Isso deve estimular não só a empatia por quem tem menos, mas também uma maior gratidão pelo que você realmente possui. Essa gratidão é o melhor antídoto contra a inveja.
Pratique aMitfreude.
- Em vez de apenas parabenizar as pessoas por sua boa sorte, algo fácil de fazer e fácil de esquecer, você deve tentar ativamente sentir a alegria delas, como uma forma de empatia.
Transmute a inveja em emulação.
- Em vez de querer prejudicar ou roubar de quem conquistou mais, devemos desejar nos elevar ao nível dessa pessoa.
- Ter um senso de propósito, uma percepção da sua vocação na vida, é uma ótima forma de se imunizar contra a inveja. Você fica focado na sua própria vida e nos seus planos, que são claros e revigorantes.
Admire a grandeza humana.
- Vale a pena cultivar momentos na vida em que sentimos imensa satisfação e felicidade desvinculadas do nosso próprio sucesso ou conquistas. Isso costuma acontecer quando nos encontramos numa paisagem bonita — as montanhas, o mar, uma floresta.
- Não sentimos os olhos curiosos e comparativos dos outros, a necessidade de ter mais atenção ou de nos afirmarmos. Estamos simplesmente maravilhados com o que vemos, e isso é intensamente terapêutico.
11: Conheça os Seus Limites - A Lei da Grandiosidade
- Nós, seres humanos, temos uma necessidade profunda de ter uma boa opinião de nós mesmos. Se essa opinião sobre nossa bondade, grandeza e brilhantismo se afastar o suficiente da realidade, nos tornamos grandiosos. Imaginamos a nossa superioridade.
- Muitas vezes, uma pequena dose de sucesso eleva nossa grandiosidade natural a níveis ainda mais perigosos. Nossa alta opinião sobre nós mesmos agora foi confirmada pelos fatos. Esquecemos o papel que a sorte pode ter desempenhado no sucesso, ou as contribuições de outras pessoas.
- Ao perder contato com a realidade, tomamos decisões irracionais. É por isso que nosso sucesso muitas vezes não dura. Procure os sinais de grandiosidade elevada em você mesmo e nos outros — certeza arrogante quanto ao resultado positivo dos seus planos; suscetibilidade excessiva diante de críticas; desdém por qualquer forma de autoridade.
- Contraponha o impulso da grandiosidade mantendo uma avaliação realista de si mesmo e dos seus limites. Vincule qualquer sentimento de grandeza ao seu trabalho, às suas conquistas e às suas contribuições para a sociedade.
A Ilusão do Sucesso
- Entenda: qualquer sucesso que tenhamos na vida inevitavelmente depende de um pouco de sorte, de timing, das contribuições de outras pessoas, dos professores que nos ajudaram pelo caminho, dos caprichos do público em busca de algo novo. Nossa tendência é esquecer tudo isso e imaginar que qualquer sucesso vem do nosso eu superior.
- Sua tarefa é a seguinte: depois de qualquer tipo de sucesso, analise os componentes. Veja o elemento de sorte que inevitavelmente está presente, assim como o papel que outras pessoas, incluindo mentores, desempenharam na sua boa fortuna. Isso vai neutralizar a tendência de inflar seus poderes. Lembre-se de que, com o sucesso, vem a acomodação, pois a atenção se torna mais importante do que o trabalho, e as estratégias antigas são repetidas.
Chaves para a Natureza Humana
- Você precisa enxergar os sinais dessa doença em si mesmo e aprender não só a controlar suas tendências grandiosas, mas também a canalizar essa energia para algo produtivo.
- Encontramos um número cada vez maior de pessoas que têm pouco ou nenhum respeito por autoridades ou especialistas de qualquer tipo, não importa o nível de treinamento e experiência desses especialistas, que eles próprios não possuem.
- A tecnologia nos dá a impressão de que tudo na vida pode ser tão rápido e simples quanto as informações que conseguimos obter on-line.
- Você pode medir os níveis de grandiosidade nas pessoas de várias formas simples. Por exemplo, observe como elas reagem a críticas dirigidas a elas ou ao seu trabalho.
- Se as pessoas têm sucesso, observe como agem em momentos mais privados. Conseguem relaxar e rir de si mesmas, deixando de lado a máscara pública, ou se identificaram tanto com sua imagem pública poderosa que ela invade também a vida privada?
- Pessoas grandiosas geralmente falam muito.
- Os tipos mais grandiosos costumam apresentar baixos níveis de empatia. Não são bons ouvintes.
O Líder Grandioso
A seguir estão seis ilusões comuns que eles gostam de criar.
Eu sou um predestinado.
- Líderes grandiosos costumam tentar dar a impressão de que estavam, de alguma forma, destinados à grandeza.
Eu sou um homem/uma mulher comum.
- Em alguns casos, líderes grandiosos podem ter vindo das classes mais baixas, mas, em geral, ou vêm de origens relativamente privilegiadas ou, por causa do próprio sucesso, vivem há muito tempo afastados das preocupações das pessoas comuns.
- O truque que os líderes grandiosos aplicam é colocar a ênfase em seus gostos culturais, e não na classe social da qual realmente vêm.
Eu reescrevo as regras.
- Líderes grandiosos costumam confiar em suas intuições, ignorando a necessidade de grupos focais ou qualquer forma de feedback científico.
Eu tenho o toque de Midas.
- Vão tentar criar a lenda de que nunca realmente fracassaram. Se houve fracassos ou contratempos na carreira, a culpa foi sempre de outros que os traíram.
- Relacionada a isso está a crença de que podem transferir facilmente suas habilidades — um executivo de cinema pode se tornar um projetista de parques temáticos, um empresário pode se tornar o líder de uma nação.
Eu sou invulnerável.
Grandiosidade Prática
O problema não está na energia em si, que pode ser usada para alimentar nossas ambições, mas na direção que ela toma.
Embora a forma precisa de canalizar essa energia dependa da sua área e do seu nível de habilidade, a seguir estão cinco princípios básicos essenciais para alcançar o alto nível de realização que pode vir dessa forma de grandiosidade baseada na realidade.
Faça as pazes com suas necessidades grandiosas.
- Você precisa admitir para si mesmo que quer se sentir importante e ser o centro das atenções.
Concentre a energia.
- Você quer criar o hábito de se concentrar profunda e completamente em um único projeto ou problema.
- Você vai querer dividir isso em minietapas e metas ao longo do caminho.
- Você quer que a meta seja relativamente simples de alcançar, e dentro de um prazo de meses, não de anos.
- Seu objetivo aqui é entrar em um estado de fluxo.
Mantenha um diálogo com a realidade.
- Agora você precisa buscar ativamente feedback e críticas de pessoas que respeita ou do seu público natural.
Busque desafios calibrados.
- Seu objetivo com a grandiosidade prática é procurar continuamente desafios um pouco acima do seu nível de habilidade.
Solte sua energia grandiosa.
- Depois de domar essa energia e fazê-la servir às suas ambições e metas, você deve se sentir seguro para soltá-la de vez em quando.
- Isso significa que, ocasionalmente, você se permite considerar ideias ou projetos que representam desafios maiores do que os que considerou no passado.
12: Reconecte-se ao Masculino ou ao Feminino Dentro de Você - A Lei da Rigidez de Gênero
- Todos nós temos qualidades masculinas e femininas — parte disso é genética, e parte vem da influência profunda do genitor do sexo oposto. Mas, pela necessidade de apresentar uma identidade consistente na sociedade, tendemos a reprimir essas qualidades, identificando-nos em excesso com o papel masculino ou feminino esperado de nós. E pagamos um preço por isso. Perdemos dimensões valiosas do nosso caráter.
- Você precisa se conscientizar desses traços masculinos ou femininos perdidos e, aos poucos, reconectar-se a eles, liberando poderes criativos nesse processo. Você se tornará mais fluido em seu pensamento.
O Gênero Autêntico
- Entenda: sua tarefa é abandonar a rigidez que toma conta de você quando se identifica em excesso com o papel de gênero esperado. O poder está em explorar essa zona intermediária entre o masculino e o feminino, em jogar contra as expectativas das pessoas.
Chaves para a Natureza Humana
- Sua terceira tarefa é olhar para dentro, para enxergar as qualidades femininas ou masculinas reprimidas e pouco desenvolvidas dentro de você. Você vislumbrará sua anima ou animus em seus relacionamentos com o sexo oposto. Aquela assertividade que você deseja ver em um homem, ou a empatia em uma mulher, é algo que você precisa desenvolver dentro de si mesmo, trazendo à tona esse tom feminino ou masculino.
Tipos de Projeção de Gênero
A seguir você encontrará seis dos tipos mais comuns de projeção de gênero. Você deve usar esse conhecimento de três formas: primeiro, deve reconhecer em si mesmo qualquer tendência a uma dessas formas de projeção. Isso o ajudará a compreender algo profundo sobre seus primeiros anos de vida e tornará muito mais fácil retirar suas projeções sobre outras pessoas.
Segundo, você deve usar isso como uma ferramenta valiosíssima para obter acesso ao inconsciente de outras pessoas, para ver sua anima e seu animus em ação.
E, por fim, você deve ficar atento a como os outros projetarão sobre você suas necessidades e fantasias.
O Romântico Diabólico: para a mulher nesse cenário, o homem que a fascina — muitas vezes mais velho e bem-sucedido — pode parecer um conquistador inveterado, do tipo que não consegue deixar de perseguir mulheres jovens. Mas ele também é romântico.
- Mas, de algum modo, ele não é tão forte, másculo ou romântico quanto ela havia imaginado. Ele é um pouco egocêntrico.
A Mulher Inatingível da Perfeição: ele acha que encontrou a mulher ideal. Ela lhe dará o que faltou em seus relacionamentos anteriores, seja um pouco de ousadia, conforto e compaixão, ou uma centelha criativa.
- Embora tenha tido poucos encontros reais com a mulher em questão, ele consegue imaginar todo tipo de experiência positiva com ela.
- O que eles realmente precisam é encontrar e interagir com uma mulher real, aceitar suas falhas inevitáveis e se entregar mais.
O Rebelde Cativante: para a mulher atraída por esse tipo, o homem que a intriga tem um desdém evidente pela autoridade. Ele é um inconformista.
- Diferentemente do Romântico Diabólico, esse homem costuma ser jovem e não tão bem-sucedido.
- Se um relacionamento de fato se desenvolve, no entanto, ela verá um lado totalmente diferente dele. Ele não consegue manter um bom emprego, não porque seja um rebelde, mas porque é preguiçoso e ineficaz.
A Mulher Decaída: para o homem em questão, a mulher que o fascina parece tão diferente das que ele já conheceu. Talvez ela venha de uma cultura ou classe social diferente.
- Homens desse tipo costumavam ter figuras maternas fortes na infância. Tornaram-se meninos bons e obedientes, alunos excelentes na escola. Conscientemente, sentem-se atraídos por mulheres bem-educadas, por aquelas que parecem boas e perfeitas. Mas, inconscientemente, são atraídos por mulheres imperfeitas, más, de caráter duvidoso.
- Eles projetam nessas mulheres fraqueza e vulnerabilidade.
- Homens que se envolvem nesse tipo de projeção precisam desenvolver os lados menos convencionais de seu caráter. Precisam sair da zona de conforto e experimentar coisas novas por conta própria. Precisam de mais desafios, e até de um pouco de perigo que os ajude a se soltar. Talvez precisem correr mais riscos no trabalho. Também precisam desenvolver o lado mais físico e sensual de seu caráter.
O Homem Superior: ele parece brilhante, habilidoso, forte e estável. Irradia confiança e poder. Pode ser um empresário poderoso, um professor, um artista, um guru.
A Mulher que o Adora: ele é determinado e ambicioso, mas sua vida é dura. É um mundo árido e implacável lá fora, e não é fácil encontrar conforto. Ele sente que algo falta em sua vida. Então surge uma mulher atenta a ele, carinhosa e envolvente. Ela parece admirá-lo. Ele se sente irresistivelmente atraído por ela e sua energia.
- Ele tende a se exigir demais. Precisa aprender a confortar e acalmar a si mesmo, a se recolher de tempos em tempos e se satisfazer com suas conquistas. Precisa ser capaz de cuidar de si próprio. Isso melhorará drasticamente seus relacionamentos. Ele dará mais de si, em vez de esperar ser adorado e cuidado.
O Homem/A Mulher Original
- Entenda: o retorno à sua natureza original contém um poder elementar. Ao se relacionar mais com as partes naturalmente femininas ou masculinas dentro de você, você liberará uma energia que estava reprimida; sua mente recuperará sua fluidez natural; você compreenderá e se relacionará melhor com pessoas do sexo oposto; e, ao se livrar da postura defensiva que tem em relação ao seu papel de gênero, você se sentirá seguro de quem é.
- Mas o que de fato é necessário no mundo moderno é enxergar o masculino e o feminino como completamente iguais em potencial de raciocínio e força de ação, mas de formas diferentes.
Estilos masculinos e femininos de pensamento:
- O pensamento masculino tende a se concentrar no que separa os fenômenos uns dos outros e a categorizá-los. Ele busca contrastes entre as coisas para melhor rotulá-las. Quer desmontar as coisas, como uma máquina, e analisar as partes separadas que compõem o todo. Seu processo de pensamento é linear, decifrando a sequência de etapas que compõe um evento.
- O modo masculino de pensar tende a preferir a especialização, a se aprofundar em algo específico.
- O pensamento feminino se orienta de forma diferente. Ele gosta de focar no todo, em como as partes se conectam entre si, na gestalt geral. Ao observar um grupo de pessoas, quer ver como elas se relacionam umas com as outras.
- Ao contrário da especialização, ele se interessa mais por como diferentes campos ou formas de conhecimento podem se conectar entre si.
- Quase todas as pessoas tendem mais a um estilo de pensamento. O que você deve buscar para si mesmo é criar equilíbrio, inclinando-se mais na outra direção.
Estilos masculinos e femininos de ação:
- Quando se trata de agir, a tendência masculina é avançar, explorar a situação, atacar e vencer.
- Diante de um problema ou da necessidade de agir, o estilo feminino frequentemente prefere primeiro se afastar da situação imediata e contemplar as opções com mais profundidade.
- Para quem tem a inclinação agressiva e masculina, o equilíbrio viria de treinar-se para dar um passo atrás antes de tomar qualquer atitude.
- Para quem tem o estilo feminino, é melhor acostumar-se a vários graus de conflito e confronto, de modo que evitá-los seja uma escolha estratégica, e não fruto do medo.
Estilos masculinos e femininos de autoavaliação e aprendizado:
- Em geral, os homens superestimam suas habilidades e demonstram uma confiança em suas competências que muitas vezes não se justifica pelas circunstâncias.
- Para as mulheres, ocorre o oposto: quando há fracasso, elas tendem a se culpar e olhar para dentro. Quando há sucesso, são mais propensas a considerar o papel dos outros em ajudá-las.
- Para quem tem o estilo masculino, quando se trata de aprender e se aprimorar, é melhor inverter a ordem — olhar para dentro quando comete erros e olhar para fora quando obtém sucesso.
- A fraqueza vem da incapacidade de fazer perguntas e de aprender. Diminua sua autoestima. Você não é tão genial ou habilidoso quanto imagina. Isso o impulsionará a de fato se aprimorar.
Estilos masculinos e femininos de relacionamento com pessoas e liderança:
- O estilo masculino exige um líder, e ou aspira a esse papel ou conquista poder sendo o seguidor mais leal.
- O estilo feminino se preocupa mais em manter o espírito de grupo e suavizar os relacionamentos, com menos diferenças entre os indivíduos.
- Para quem tem o estilo masculino, é importante ampliar seu conceito de liderança.
- Alguns dos maiores líderes masculinos da história, no entanto, conseguiram manter e desenvolver sua empatia.
13: Avance com Senso de Propósito - A Lei da Falta de Rumo
- Diferentemente dos animais, que contam com instintos para guiá-los diante dos perigos, nós, seres humanos, precisamos confiar em nossas decisões conscientes. Fazemos o melhor possível quando se trata de nossa trajetória profissional e de lidar com os reveses inevitáveis da vida. Mas, no fundo da mente, podemos sentir uma falta geral de direção, conforme somos puxados para um lado e para outro pelos nossos humores e pelas opiniões alheias. Como fomos parar neste emprego, neste lugar? Esse tipo de deriva pode levar a becos sem saída.
- A maneira de evitar esse destino é desenvolver um senso de propósito, descobrindo nossa vocação na vida e usando esse conhecimento para guiar nossas decisões. Passamos a nos conhecer mais profundamente — nossos gostos e inclinações. Confiamos em nós mesmos, sabendo quais batalhas e desvios evitar. Até nossos momentos de dúvida, até nossos fracassos têm um propósito — nos fortalecer. Com essa energia e direção, nossas ações ganham uma força imparável.
A Voz
- Os momentos em que sentimos clareza e propósito são fugazes. Para aliviar a dor da nossa falta de rumo, podemos nos enredar em diversos vícios, buscar novas formas de prazer ou nos entregar a alguma causa que nos interesse por alguns meses ou semanas.
- A única solução para esse dilema é a solução de King — encontrar um senso de propósito mais elevado, uma missão que nos dê direção própria, não a de nossos pais, amigos ou colegas. Essa missão está intimamente ligada à nossa individualidade, ao que nos torna únicos.
Chaves para a Natureza Humana
- Ambos os caminhos, porém, tendem a gerar alguns problemas mais à frente. No primeiro caso, ao experimentar tantas coisas, nunca chegamos a desenvolver habilidades sólidas em uma área específica.
- No segundo caso, a carreira a que nos dedicamos aos vinte e poucos anos pode começar a parecer um tanto sem vida aos trinta. Nós a escolhemos por motivos práticos, e ela tem pouca conexão com o que realmente nos interessa na vida.
- Entenda: esse sentimento de estar perdido e confuso não é culpa de ninguém. É uma reação natural a ter nascido em uma época de grandes mudanças e caos.
- Cada indivíduo humano é radicalmente único. Essa singularidade está gravada em nós de três formas — a configuração única do nosso DNA, a maneira particular como nosso cérebro é constituído, e as experiências que vivemos ao longo da vida, experiências que não se igualam às de mais ninguém.
- Para acessar esse sistema de orientação, precisamos tornar a conexão com nossa singularidade o mais forte possível, e aprender a confiar nessa voz.
- Podemos dizer algo semelhante sobre sua vida: operar com um senso de propósito elevado é um multiplicador de força. Todas as suas decisões e ações ganham mais poder por trás delas, porque são guiadas por uma ideia e um propósito centrais.
- Sua tarefa como estudante da natureza humana é dupla: primeiro, você deve se conscientizar do papel primordial que um senso de propósito desempenha na vida humana.
- Sua segunda tarefa é encontrar o seu senso de propósito e elevá-lo, tornando a conexão com ele o mais profunda possível.
Estratégias para Desenvolver um Senso de Propósito Elevado
Descubra sua vocação na vida.
- Você começa essa estratégia procurando sinais de inclinações primordiais em seus primeiros anos de vida, quando eles costumavam ser mais nítidos.
- O que você está buscando são momentos em que você se sentiu incomumente fascinado por um assunto específico, por certos objetos, ou por atividades e formas de brincar específicas.
Use a resistência e os estímulos negativos.
- A chave do sucesso em qualquer área é, primeiro, desenvolver habilidades em diversas frentes, que você poderá combinar mais tarde de formas únicas e criativas.
Absorva energia com propósito.
- Procure encontrar e se associar a pessoas que tenham um senso de propósito elevado.
- Não se contente com associações ou mentores virtuais. Eles não terão o mesmo efeito.
Crie uma escada de metas decrescentes.
- Operar com metas de longo prazo trará a você uma clareza e uma determinação tremendas.
- Para administrar essa ansiedade, você deve criar uma escada de metas menores ao longo do caminho, que cheguem até o presente.
Perca-se no trabalho.
- Para compensar esse tédio, você precisa ter momentos de fluxo em que sua mente se imerge tão profundamente no trabalho que você é transportado para além do seu ego.
- Você precisa planejar dedicar tempo ininterrupto ao trabalho — o máximo de horas possível por dia, e o máximo de dias possível por semana.
- A ênfase deve estar no trabalho, nunca em você mesmo ou no desejo de reconhecimento.
A Sedução dos Falsos Propósitos
A seguir estão cinco das formas mais comuns de falsos propósitos que atraem os seres humanos desde o início da civilização.
A busca pelo prazer.
Causas e cultos.
Dinheiro e sucesso.
- No longo prazo, essa filosofia costuma gerar os resultados mais impraticáveis.
- Concentre-se em manter um senso de propósito elevado, e o sucesso fluirá até você naturalmente.
Atenção.
- Assim como com o dinheiro e o sucesso, temos uma chance muito maior de atrair atenção desenvolvendo um senso de propósito elevado e criando um trabalho que naturalmente atraia as pessoas até ele.
Cinismo.
14: Resista à Atração para Baixo do Grupo - A Lei do Conformismo
- Temos um lado do nosso caráter do qual geralmente não temos consciência — nossa personalidade social, a pessoa diferente em que nos tornamos quando atuamos em grupos. No ambiente de grupo, imitamos inconscientemente o que os outros dizem e fazem. Pensamos de forma diferente, mais preocupados em nos encaixar e em acreditar no que os outros acreditam. Sentimos emoções diferentes, contagiados pelo humor do grupo. Ficamos mais propensos a correr riscos, a agir de forma irracional, porque todos os outros também o fazem. Essa personalidade social pode acabar dominando quem somos. Ao ouvir tanto os outros e moldar nosso comportamento de acordo com eles, perdemos lentamente o senso de nossa singularidade e a capacidade de pensar por nós mesmos. A única solução é desenvolver autoconsciência e uma compreensão superior das mudanças que ocorrem em nós nos grupos. Com essa inteligência, podemos nos tornar atores sociais superiores, capazes de nos encaixar e cooperar com os outros em um nível elevado, externamente, ao mesmo tempo em que preservamos nossa independência e racionalidade.
Um Experimento sobre a Natureza Humana
- Inevitavelmente sentimos a necessidade de status e reconhecimento, então não vamos negá-la. Em vez disso, vamos cultivar esse status e reconhecimento por meio de um trabalho excelente. Devemos aceitar nossa necessidade de pertencer ao grupo e provar nossa lealdade, mas vamos fazer isso de formas mais positivas — questionando decisões do grupo que o prejudicarão no longo prazo, oferecendo opiniões divergentes, conduzindo o grupo em uma direção mais racional, com delicadeza e estratégia. Vamos usar a natureza viral das emoções no grupo, mas apostando em um conjunto diferente de emoções: ao permanecer calmos e pacientes, ao focar em resultados e cooperar com os outros para realizar coisas práticas, podemos começar a espalhar esse espírito por todo o grupo.
O Efeito Individual
O desejo de se encaixar.
- No longo prazo, é muito melhor enfrentar de frente seu conformismo com o ethos do grupo, para que você possa se conscientizar dele à medida que acontece e controlar o processo até certo ponto.
A necessidade de atuar.
- No ambiente de grupo, estamos sempre atuando.
Contágio emocional.
- Certas emoções são mais contagiosas do que outras, sendo a ansiedade e o medo as mais fortes de todas.
Hipercerteza.
- Sempre que se sentir incomumente seguro e empolgado com um plano ou ideia, você deve dar um passo atrás e avaliar se não se trata de um efeito viral do grupo atuando sobre você.
Dinâmicas de Grupo
Cultura do grupo.
- É melhor estar ciente e perceber que, quanto maior o grupo e quanto mais consolidada a cultura ao longo do tempo, mais provável é que ela o controle do que o contrário.
Regras e códigos do grupo.
- Quando você é novo em um grupo, deve prestar atenção redobrada a esses códigos tácitos.
A corte do grupo.
- Aprenda a minimizar seus sucessos, a ouvir (ou parecer ouvir) com atenção as ideias dos outros, dando-lhes crédito e elogios estrategicamente em reuniões, atentando para as inseguranças deles.
Facções do grupo.
Entenda
- Primeiro, você deve se tornar um observador consumado de si mesmo enquanto interage com grupos de qualquer tamanho.
- Seu objetivo deve ser reduzir sua permeabilidade aumentando sua autoestima. Se você se sentir forte e confiante sobre o que o torna único — seus gostos, seus valores, sua própria experiência —, poderá resistir mais facilmente ao efeito de grupo.
- Torne-se um observador consumado dos grupos aos quais pertence ou com os quais interage.
A Corte e Seus Cortesãos
A seguir estão vários dos tipos mais comuns que você encontrará.
O Intrigante: esses indivíduos podem ser particularmente difíceis de reconhecer. Parecem intensamente leais ao chefe e ao grupo. Ninguém trabalha mais nem é mais implacavelmente eficiente.
- Nos bastidores, estão continuamente tramando para acumular mais poder.
O Agitador: esse tipo geralmente está repleto de inseguranças, mas é hábil em escondê-las dos demais na corte.
- Se algum tipo de rebelião irrompe de repente dentro da corte, pode ter certeza de que ele teve um dedo nisso.
O Porteiro: o objetivo do jogo para esses tipos é obter acesso exclusivo aos líderes, monopolizando o fluxo de informações até eles.
- Reconheça-os logo de início por sua bajulação descarada em relação ao chefe.
O Facilitador da Sombra: essas pessoas permitem que outros (geralmente líderes) ajam conforme seus impulsos da Sombra. Frequentemente servem de bode expiatório se o que defenderam, ou em que agiram, se tornar público. Mantenha uma distância educada.
O Bobo da Corte:
- Esses tipos assumem esse papel porque, secretamente, têm medo de responsabilidade e pavor de fracassar.
- Nunca tome a existência deles como um sinal de que você pode imitar livremente seu comportamento.
O Espelhador: esses tipos costumam estar entre os cortesãos mais bem-sucedidos de todos, porque são capazes de jogar o jogo duplo com perfeição — são hábeis em encantar líderes e colegas cortesãos, mantendo uma ampla base de apoio.
- Esse é um papel que você pode querer considerar desempenhar na corte por causa do poder que traz, mas, para realizá-lo bem, você precisará ser um grande leitor de pessoas, sensível às suas pistas não verbais.
O Favorito e o Saco de Pancadas: esses dois tipos ocupam os degraus mais altos e mais baixos da corte.
- Tente evitar ser atraído para essa posição. Faça seu poder depender de suas conquistas e de sua utilidade, não dos sentimentos amistosos que as pessoas têm por você.
- Dentro do ambiente implacável da corte, tente fazer amizade com o Saco de Pancadas, mostrando uma forma diferente de se comportar e tirando a graça desse jogo cruel.
O Grupo da Realidade
- O que cria uma dinâmica funcional e saudável é a capacidade do grupo de manter uma relação estreita com a realidade.
- O grupo saudável dá ênfase primordial ao próprio trabalho, a extrair o máximo de seus recursos e a se adaptar a todas as mudanças inevitáveis. Sem perder tempo com intermináveis jogos políticos, um grupo assim pode realizar dez vezes mais do que a variedade disfuncional.
A seguir estão cinco estratégias fundamentais para alcançar isso, todas as quais devem ser colocadas em prática.
Incuta um senso coletivo de propósito.
- Esse propósito não é vago ou implícito, mas claramente declarado e divulgado.
Monte a equipe certa de tenentes.
- Você não baseia sua seleção no carisma das pessoas, e nunca contrata amigos.
- Você seleciona para essa equipe pessoas que têm habilidades que lhe faltam, cada indivíduo com seus pontos fortes particulares.
- Você também quer que essa equipe de tenentes seja diversa em temperamento, formação e ideias.
Deixe que informações e ideias fluam livremente.
- Para conseguir isso, você deve incentivar uma discussão franca em todos os níveis da hierarquia, com os membros confiando que podem fazê-lo. Você escuta seus soldados rasos.
- Estenda essa comunicação aberta à capacidade do grupo de se autocriticar e avaliar seu próprio desempenho, especialmente após erros ou fracassos.
Contagie o grupo com emoções produtivas.
- Como parte dessa estratégia, mantenha sempre o grupo focado em concluir tarefas concretas, o que naturalmente o aterrissará e acalmará.
- Contagie o grupo com um senso de determinação que emane de você. Você não fica abalado por reveses; continua avançando e trabalhando nos problemas. Você é persistente.
- Mude periodicamente as rotinas, surpreenda o grupo com algo novo ou desafiador.
- Mais importante ainda, demonstrar ausência de medo e uma abertura geral a novas ideias terá o efeito mais terapêutico de todos.
Forje um grupo testado em batalha.
- Dê a vários membros tarefas relativamente desafiadoras ou prazos mais curtos que o normal, e veja como respondem.
- No fim das contas, você quer um grupo que tenha passado por algumas batalhas, lidado com elas razoavelmente bem e que agora esteja testado em combate. Eles não murcham diante de novos obstáculos e, na verdade, os recebem de bom grado.
15: Faça com que Queiram Segui-lo - A Lei da Inconstância
- Embora os estilos de liderança mudem com os tempos, uma constante permanece: as pessoas são sempre ambivalentes em relação a quem está no poder. Elas querem ser lideradas, mas também querem se sentir livres; querem proteção e prosperidade sem precisar fazer sacrifícios.
- Quando você é o líder de um grupo, as pessoas estão continuamente prontas para se voltar contra você no momento em que você parecer fraco ou sofrer um revés. Não sucumba aos preconceitos da época, imaginando que, para conquistar a lealdade delas, você precisa parecer seu igual ou seu amigo; as pessoas vão duvidar da sua força, ficar desconfiadas das suas motivações e responder com desprezo velado.
- Autoridade é a arte delicada de criar a aparência de poder, legitimidade e justiça, ao mesmo tempo em que se faz com que as pessoas se identifiquem com você como um líder a serviço delas. Se você quer liderar, precisa dominar essa arte desde cedo na vida. Uma vez conquistada a confiança das pessoas, elas permanecerão ao seu lado como seu líder, não importa quão ruins sejam as circunstâncias.
A Maldição do Sentimento de Direito
- Entenda: seja qual for a causa, ela contamina a todos nós, e devemos enxergar esse sentimento de merecimento como uma maldição. Ele nos faz ignorar a realidade — as pessoas não têm nenhuma razão inerente para confiar ou nos respeitar apenas por quem somos.
- Ele nos torna preguiçosos e satisfeitos com a menor ideia ou o primeiro rascunho do nosso trabalho.
Chaves da Natureza Humana
- Antes de tudo, devemos compreender a tarefa fundamental de qualquer líder — oferecer uma visão de longo alcance, enxergar o panorama global, trabalhar pelo bem maior do grupo e manter a sua unidade.
- Temos que evitar parecer mesquinhos, egoístas ou indecisos a qualquer momento.
- Com base nessa visão, devemos estabelecer metas práticas e guiar o grupo em direção a elas.
- Ao mesmo tempo, porém, devemos encarar a liderança como uma relação dinâmica que temos com aqueles que lideramos. Precisamos compreender que nosso menor gesto tem um efeito inconsciente sobre os indivíduos.
- Por isso, devemos prestar grande atenção à nossa atitude, ao tom que estabelecemos. Precisamos nos sintonizar com as mudanças de humor dos membros do grupo.
- Essa empatia, no entanto, jamais deve significar tornar-se desnecessariamente mole e maleável à vontade do grupo.
- Primeiro, você deve se tornar um observador consumado do fenômeno da autoridade, usando como medida o grau de influência que as pessoas exercem sem recorrer à força ou a discursos motivacionais.
- Você quer determinar a origem da autoridade delas, ou a falta dela. Quer discernir os momentos em que essa autoridade cresce ou diminui, e descobrir por quê.
- Você quer desenvolver alguns dos hábitos e estratégias (veja a próxima seção) que vão lhe ser úteis na hora de projetar autoridade.
- Você não pode cair nos preconceitos contraproducentes da época em que vivemos, na qual o próprio conceito de autoridade costuma ser mal compreendido e desprezado.
- Esse desdém pela autoridade e pela liderança se infiltrou por toda a nossa cultura. Não reconhecemos mais autoridade nas artes. Todos são críticos legítimos, e os padrões deveriam ser pessoais — o gosto ou julgamento de ninguém deveria ser visto como superior.
- Todas essas ideias e valores têm consequências não intencionais. Sem autoridade nas artes, não há nada contra o que se rebelar, nenhum movimento anterior a derrubar, nenhum pensamento profundo a assimilar e mais tarde até rejeitar. Existe apenas um mundo amorfo de tendências que piscam e somem com velocidade cada vez maior.
- Sem pais como figuras de autoridade, não podemos passar pelo estágio crítico da rebeldia na adolescência, no qual rejeitamos as ideias deles e descobrimos a nossa própria identidade. Crescemos perdidos, em busca constante dessa identidade fora de nós mesmos.
- Sem professores e mestres que reconhecemos como superiores e dignos de respeito, não conseguimos aprender com a experiência e a sabedoria deles, talvez buscando mais tarde superá-los com ideias novas e melhores.
Estratégias para Estabelecer Autoridade
- A autoridade que você estabelece deve emergir naturalmente do seu caráter, das forças particulares que você possui.
Encontre seu estilo de autoridade: Autenticidade.
- Outro arquétipo seria o do Fundador. São aqueles que estabelecem uma nova ordem na política ou nos negócios. Geralmente possuem um faro apurado para tendências e uma grande aversão ao status quo. São pouco convencionais e independentes. Sua maior alegria é mexer e inventar algo novo.
Foque para fora: a Atitude.
- Primeiro, você aprimora suas habilidades de escuta, absorvendo-se nas palavras e nos sinais não verbais dos outros.
- Segundo, você se dedica a conquistar o respeito das pessoas.
- Você conquista o respeito delas respeitando suas necessidades individuais e provando que está trabalhando pelo bem maior.
- Terceiro, você considera a liderança uma responsabilidade tremenda, com o bem-estar do grupo dependendo de cada uma de suas decisões. O que o motiva não é chamar atenção, mas trazer os melhores resultados possíveis para o maior número de pessoas.
Cultive o terceiro olho: a Visão.
- O mais cedo possível na vida, você se treina para se desconectar das emoções que agitam o grupo. Você se força a elevar sua visão, a imaginar o panorama maior.
- Uma vez definida sua visão, você então trabalha lentamente de trás para frente até o presente, criando um caminho razoável e flexível para alcançar seu objetivo.
- Como líder, você precisa ser visto trabalhando tão duro quanto, ou até mais do que, todos os outros. Você estabelece os padrões mais altos para si mesmo. É consistente e responsável. Se há sacrifícios a serem feitos, você é o primeiro a fazê-los pelo bem do grupo.
Lidere pela frente: o Tom.
- Comece isso bem cedo em sua carreira, desenvolvendo os padrões mais altos possíveis para o seu próprio trabalho.
Provoque emoções conflitantes: a Aura.
- Aprenda a equilibrar presença e ausência. Se você está sempre muito presente e familiar, sempre disponível e visível, parece banal demais.
- Tenha em mente que falar demais é uma forma de presença excessiva que incomoda e revela fraqueza. O silêncio é uma forma de ausência e recolhimento que chama atenção; ele transmite autocontrole e poder; quando você de fato fala, isso tem um efeito maior.
Nunca pareça tirar, sempre dar: o Tabu.
- Você deve evitar prometer demais às pessoas.
Rejuvenesça sua autoridade: Adaptabilidade.
A Autoridade Interior
- Você tem a responsabilidade de contribuir para a cultura e a época em que vive.
- Para servir a esse propósito mais elevado, você precisa cultivar o que há de único em você.
- Trabalhe todos os dias para aprimorar as habilidades que se conectam com seu espírito e propósito únicos.
- Em um mundo cheio de distrações infinitas, você precisa focar e priorizar.
- Você precisa aderir aos padrões mais elevados em seu trabalho.
- Para manter tais padrões, você precisa desenvolver autodisciplina e os hábitos de trabalho adequados. Precisa prestar grande atenção aos detalhes do seu trabalho e dar grande valor ao esforço.
- Tenha em mente que sua vida é curta, que pode acabar a qualquer dia. Você precisa ter um senso de urgência para aproveitar ao máximo esse tempo limitado.
- Quando se trata de operar com essa autoridade interior, podemos tomar Leonardo da Vinci como nosso modelo. Seu lema na vida era ostinato rigore, "rigor implacável".
16: Veja a Hostilidade Por Trás da Fachada Amigável - A Lei da Agressão
- Na superfície, as pessoas ao seu redor parecem tão educadas e civilizadas. Mas por trás da máscara, elas inevitavelmente lidam com frustrações.
- Você deve se transformar em um observador superior dos desejos agressivos insatisfeitos das pessoas, prestando atenção redobrada aos agressores crônicos e aos agressivo-passivos ao nosso redor. Você precisa reconhecer os sinais — os padrões de comportamento passados, a necessidade obsessiva de controlar tudo ao seu redor — que indicam os tipos perigosos. Eles dependem de fazer você ficar emotivo — com medo, com raiva — e incapaz de pensar com clareza. Não dê a eles esse poder.
- Quanto à sua própria energia agressiva, aprenda a domá-la e canalizá-la para fins produtivos — defender-se, atacar problemas com energia incansável, realizar grandes ambições.
O Agressor Sofisticado
- Quando se trata de agir contra os agressores, você precisa ser tão sofisticado e astuto quanto eles. Não tente lutar diretamente com eles. São implacáveis demais e costumam ter poder suficiente para esmagá-lo em um confronto direto. Você precisa ser mais esperto, encontrando ângulos de ataque inesperados.
- Ameace expor a hipocrisia em sua narrativa ou as ações sujas do passado que tentaram manter escondidas do público. Faça parecer que uma batalha com você será mais custosa do que eles imaginavam, que você também está disposto a jogar um pouco sujo, mas só em defesa própria.
A Origem da Agressão Humana
- Você precisa analisar como lida com sua energia assertiva. Uma forma de se avaliar é observar como você lida com momentos de frustração e incerteza, situações em que tem menos controle.
- Seu objetivo não é reprimir essa energia assertiva, mas tornar-se consciente dela à medida que o impulsiona para frente, canalizando-a de forma produtiva.
- Sua segunda tarefa é tornar-se um observador mestre da agressão nas pessoas ao seu redor.
- Procure alguns sinais reveladores. Primeiro, se elas têm um número incomumente alto de inimigos acumulados ao longo dos anos, deve haver um bom motivo — e não o que elas lhe contam.
- Preste muita atenção em como elas justificam suas ações no mundo. Os agressores tendem a se apresentar como cruzados, como algum tipo de gênio que não consegue evitar a forma como se comporta.
- O outro mito, mais prevalente hoje, é o de que podemos ter sido violentos e agressivos no passado, mas que estamos atualmente evoluindo para além disso, tornando-nos mais tolerantes, esclarecidos e guiados por nossos anjos melhores. Mas os sinais da agressão humana são tão prevalentes em nossa era quanto no passado.
Agressão Passiva — Suas Estratégias e Como Contra-Atacá-las
- A chave para nos defendermos dos agressivo-passivos é reconhecer o que eles estão tramando o mais cedo possível.
A seguir estão as estratégias mais comuns empregadas por esses agressores, e formas de contra-atacá-las.
A Estratégia da Superioridade Sutil:
- Se esse for um comportamento crônico, você não deve ficar com raiva nem demonstrar irritação evidente — os agressivo-passivos se alimentam de provocar reações em você. Em vez disso, mantenha a calma e espelhe sutilmente o comportamento deles, chamando atenção para o que estão fazendo e induzindo alguma vergonha, se possível.
A Estratégia da Simpatia:
- Para lidar com a manipulação envolvida aqui, você precisa de alguma distância, e isso não é fácil.
A Estratégia da Dependência:
- Em geral, desconfie das promessas das pessoas e nunca dependa totalmente delas. Com aqueles que não cumprem o que prometem, é mais provável que isso seja um padrão, e o melhor é não ter mais nada a ver com eles.
A Estratégia da Dúvida Insinuada:
- A melhor contramedida é mostrar que as insinuações deles não têm efeito sobre você. Você permanece calmo. Você "concorda" com os elogios fracos deles, e talvez retribua na mesma moeda.
A Estratégia do Transferidor de Culpa:
- Seja calmo e até justo, aceitando parte da culpa pelo problema, se isso parecer correto. Perceba que é muito difícil fazer esses tipos refletirem sobre seu comportamento e mudá-lo; eles são hipersensíveis demais para isso.
A Estratégia do Tirano Passivo:
- A única contramedida real é abandonar e se recuperar.
Agressão Controlada
- Nascemos com uma energia poderosa que é distintamente humana. Podemos chamá-la de força de vontade, assertividade, ou até agressão, mas ela está misturada à nossa inteligência e esperteza.
A seguir estão quatro elementos potencialmente positivos dessa energia que podemos disciplinar e usar, aprimorando o que a evolução nos concedeu.
Ambição:
- Sufocar suas ambições juvenis é um sinal de que você não gosta nem se respeita; você não acredita mais que merece o poder e o reconhecimento com os quais sonhava antes.
- O que você deve fazer é abraçar essa parte infantil de si mesmo, revisitar suas ambições mais antigas, adaptá-las à sua realidade atual e torná-las o mais específicas possível.
- Quanto mais claramente você vê o que quer, maiores as chances de realizá-lo.
Persistência:
- O que você precisa entender é o seguinte: quase nada no mundo resiste à energia humana persistente.
- O truque é querer algo intensamente o suficiente para que nada o detenha ou diminua sua energia.
Destemor:
- A timidez é uma qualidade que geralmente adquirimos. É uma função dos nossos medos crescentes à medida que envelhecemos e de uma perda de confiança em nossa capacidade de conseguir o que queremos.
- A chave é primeiro se convencer de que você merece coisas boas e melhores na vida.
Raiva:
- O que torna a raiva tóxica é o grau em que ela está desconectada da realidade.
- Você deve fazer o oposto. Sua raiva é direcionada a indivíduos e forças muito específicos. Analise a emoção — você tem certeza de que sua frustração não decorre de suas próprias deficiências? Você realmente compreende a causa da raiva e para onde ela deveria ser direcionada?
17: Aproveite o Momento Histórico - A Lei da Miopia Geracional
- Você nasce em uma geração que define quem você é mais do que pode imaginar. Sua geração quer se separar da anterior e estabelecer um novo tom para o mundo.
- Sua tarefa é compreender da forma mais profunda possível essa influência poderosa sobre quem você é e como você vê o mundo. Conhecendo profundamente o espírito da sua geração e da época em que vive, você será mais capaz de explorar o zeitgeist. Você será aquele que antecipa e estabelece as tendências que sua geração tanto deseja.
A Maré Crescente
- Esse poder é uma função da visão, de olhar para os acontecimentos de um ângulo diferente, através de um enquadramento renovado. Você ignora as interpretações clichês que os outros inevitavelmente despejam diante das mudanças. Você abandona os hábitos mentais e as formas antigas de ver as coisas que podem turvar sua visão. Você interrompe a tendência de moralizar, de julgar o que está acontecendo. Você simplesmente quer ver as coisas como são.
- Antes de tudo, você precisa ser capaz de sentir a mudança no humor coletivo, de perceber como as pessoas estão se afastando do passado.
- Uma vez que você sinta esse espírito, pode começar a analisar o que está por trás dele.
Chaves da Natureza Humana
- Vamos chamar esse conhecimento de consciência geracional. Para alcançá-la, primeiro precisamos compreender o efeito realmente profundo que nossa geração tem sobre como vemos o mundo, e segundo precisamos compreender os padrões geracionais mais amplos que moldam a história e reconhecer onde nossa época se encaixa no esquema geral.
Padrões Geracionais
- A primeira geração é a dos revolucionários, que fazem uma ruptura radical com o passado, estabelecendo novos valores, mas também criando algum caos na luta para fazê-lo.
- Depois vem uma segunda geração que anseia por alguma ordem.
- Os da terceira geração — tendo pouca conexão direta com os fundadores da revolução — sentem-se menos apaixonados por ela. São pragmáticos. Querem resolver problemas e tornar a vida o mais confortável possível.
- Vem então a quarta geração, que sente que a sociedade perdeu sua vitalidade, mas não tem certeza do que deveria substituí-la. Começam a questionar os valores que herdaram, alguns se tornando bastante cínicos.
- Notamos que as gerações parecem ser capazes apenas de reagir e se mover em direção oposta à geração anterior.
- Sua segunda tarefa é criar uma espécie de perfil de personalidade da sua geração, para que você possa compreender seu espírito no presente e explorá-lo. Tenha em mente que sempre existem nuances e exceções. O que você está procurando são traços comuns que sinalizam um espírito geral.
- Você pode começar observando os eventos decisivos que ocorreram nos anos antes de você entrar no mundo do trabalho e que tiveram um papel importante na formação dessa personalidade.
- Tente mapear as ramificações desses eventos decisivos. Preste atenção especial ao efeito que eles podem ter tido sobre o padrão de socialização que caracterizará sua geração.
- Se o evento foi algum tipo de grande crise, isso tenderá a fazer com que os de sua geração se unam em busca de conforto e segurança, valorizando o trabalho em equipe e os sentimentos de afeto, e tendo aversão ao confronto.
- Um período de estabilidade e poucos acontecimentos fará com que você gravite em torno dos outros em busca de aventura, de experimentação em grupo, às vezes beirando a imprudência.
- Em geral, você tenderá a notar um estilo de socialização entre seus colegas, mais evidente em seus vinte e poucos anos.
- Preste muita atenção aos heróis e ícones de uma geração, aqueles que vivem as qualidades que outros secretamente desejariam ter também. Muitas vezes são os tipos que ganham fama na cultura jovem — os rebeldes, os empreendedores bem-sucedidos, os gurus, os ativistas. Eles indicam novos valores emergentes. Da mesma forma, observe as tendências e modismos que de repente varrem sua geração, como por exemplo a súbita popularidade das moedas digitais.
- Como um indivíduo, qualquer geração tenderá a ter um lado inconsciente, sombrio, em sua personalidade.
- Um bom sinal disso pode ser encontrado no estilo particular de humor que cada geração tende a forjar. No humor, as pessoas liberam suas frustrações e expressam suas inibições.
- Sua terceira tarefa, então, é expandir esse conhecimento para algo mais amplo, tentando primeiro reconstruir o que poderia ser considerado o zeitgeist.
Estratégias para Explorar o Espírito da Época
Empurre contra o passado.
- Use o passado e seus valores ou ideias como algo contra o que empurrar com grande força, usando qualquer raiva que você sinta para ajudar nisso. Torne sua ruptura com o passado o mais nítida e clara possível.
Adapte o passado ao espírito presente.
- Uma vez identificada a essência do zeitgeist, geralmente é uma estratégia sábia encontrar algum momento ou período análogo na história.
Ressuscite o espírito da infância.
- Você só deve usar essa estratégia se sentir uma conexão particularmente forte com sua infância.
Crie a nova configuração social.
- Você sempre ganhará grande poder ao forjar uma nova forma de interação que atraia sua geração.
Subverta o espírito.
- Se o espírito da época é como uma maré ou uma correnteza, é melhor encontrar uma forma de redirecioná-lo suavemente, em vez de lutar contra sua direção.
Continue se adaptando.
- O que você quer é modernizar seu espírito, possivelmente adotando alguns dos valores e ideias da geração mais jovem que lhe atraem, ganhando um público novo e mais amplo ao mesclar sua experiência e perspectiva com as mudanças em curso, transformando-se em um híbrido incomum e atraente.
O Humano Além do Tempo e da Morte
- Eis como poderíamos aplicar essa abordagem ativa a quatro aspectos elementares do tempo.
As fases da vida:
- Envelhecer tem um componente psicológico e pode se tornar uma profecia autorrealizável — dizemos a nós mesmos que estamos desacelerando e não conseguimos fazer ou tentar tanto quanto fazíamos no passado, e ao agirmos de acordo com esses pensamentos, intensificamos o processo de envelhecimento, o que nos deixa deprimidos e propensos a desacelerar ainda mais.
Gerações presentes:
- Seu objetivo aqui é ser menos um produto da época e ganhar a capacidade de transformar sua relação com sua geração. Uma forma fundamental de fazer isso é por meio de associações ativas com pessoas de gerações diferentes.
Gerações passadas:
- Você precisa alterar radicalmente sua própria relação com a história, trazendo-a de volta à vida dentro de você.
- Aproveite os excelentes livros escritos nos últimos cem anos para ajudá-lo a ter uma sensação da vida cotidiana em períodos específicos (por exemplo, Everyday Life in Ancient Rome [O Cotidiano na Roma Antiga], de Lionel Casson, ou The Waning of the Middle Ages [O Outono da Idade Média], de Johan Huizinga).
- Os romances de F. Scott Fitzgerald lhe darão uma conexão muito mais viva com a Era do Jazz do que qualquer livro acadêmico sobre o assunto. Abandone qualquer tendência de julgar ou moralizar.
O futuro:
- Podemos compreender nosso efeito sobre o futuro de forma mais clara em nossa relação com nossos filhos, ou com os jovens que influenciamos de alguma forma como professores ou mentores. Essa influência durará anos depois que partirmos. Mas nosso trabalho, o que criamos e contribuímos para a sociedade, pode exercer um poder ainda maior e pode se tornar parte de uma estratégia consciente para nos comunicarmos com aqueles do futuro e influenciá-los.
18: Medite Sobre Nossa Mortalidade Comum - A Lei da Negação da Morte
- A maioria de nós passa a vida evitando pensar na morte. Em vez disso, a inevitabilidade da morte deveria estar continuamente em nossas mentes.
- Compreender a brevidade da vida nos enche de um senso de propósito e urgência para realizar nossos objetivos. Treinar-nos para confrontar e aceitar essa realidade torna mais fácil administrar os inevitáveis reveses, separações e crises da vida. Isso nos dá um senso de proporção, do que realmente importa nessa nossa breve existência.
- A maioria das pessoas busca constantemente formas de se diferenciar dos outros e se sentir superior. Em vez disso, devemos enxergar a mortalidade em todos, como ela nos equaliza e nos conecta a todos. Ao nos tornarmos profundamente conscientes de nossa mortalidade, intensificamos nossa experiência de cada aspecto da vida.
A Bala no Corpo
- Devemos nos concentrar fortemente na incerteza que a morte representa — ela pode chegar amanhã, assim como outras adversidades ou separações. Devemos parar de adiar essa consciência.
- Ao fazer isso, traçamos um rumo bem diferente para nossas vidas. Tornando a morte uma presença familiar, compreendemos como a vida é curta e o que realmente deveria importar para nós.
Chaves da Natureza Humana
- O efeito paradoxal da morte — esses momentos e encontros têm o resultado paradoxal de nos fazer sentir mais despertos e vivos.
Uma Filosofia de Vida Através da Morte
A seguir estão cinco estratégias-chave, com os exercícios apropriados, para nos ajudar a alcançar isso.
Torne a consciência visceral.
- Devemos começar meditando sobre nossa morte e buscando convertê-la em algo mais real e físico.
- Podemos usar nossa imaginação nisso também, visualizando o dia em que nossa morte chegará, onde poderemos estar, como ela poderá vir. Devemos tornar isso o mais vívido possível.
- Também podemos tentar olhar para o mundo como se estivéssemos vendo as coisas pela última vez — as pessoas ao nosso redor, as visões e sons cotidianos, o zumbido do trânsito, o som dos pássaros, a vista pela nossa janela.
Desperte para a brevidade da vida.
- Então, se um prazo nos é imposto em um determinado projeto, aquela relação onírica com o tempo se rompe e, por alguma razão misteriosa, encontramos o foco para concluir em dias o que teria levado semanas ou meses.
- Deixe que a consciência da brevidade da vida esclareça nossas ações diárias. Temos metas a alcançar, projetos a concluir, relacionamentos a melhorar.
Veja a mortalidade em todos.
- Vamos observar os pedestres em qualquer cidade movimentada e perceber que, em noventa anos, é provável que nenhum deles esteja vivo, nós incluídos.
Abrace toda dor e adversidade.
- A outra opção disponível para nós é nos comprometermos com o que Friedrich Nietzsche chamou de amor fati ("amor ao destino"): "Minha fórmula para a grandeza em um ser humano é amor fati: que não se queira nada diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem em toda a eternidade. Não apenas suportar aquilo que acontece por necessidade... mas amá-lo."
- Nossa tarefa é aceitar esses momentos, e até mesmo abraçá-los, não pela dor, mas pelas oportunidades de aprender e nos fortalecer. Ao fazer isso, afirmamos a própria vida, aceitando todas as suas possibilidades. E no cerne disso está nossa aceitação completa da morte.
- Por que reclamar disso ou daquilo, quando na verdade vemos esses acontecimentos como ocorrendo por uma razão e, em última análise, nos esclarecendo?
- Por que sentir inveja do que os outros têm, quando possuímos algo muito maior — a abordagem definitiva para as realidades duras da vida?
Abra a mente para o Sublime.
- O Sublime é tudo aquilo que excede nossa capacidade de palavras ou conceitos por ser grande demais, vasto demais, sombrio e misterioso demais. Sentir o Sublime é o antídoto perfeito para nossa complacência e para as preocupações mesquinhas do cotidiano que podem nos consumir e nos deixar sentindo um vazio.
- Quando olhamos para o céu noturno, podemos deixar nossas mentes tentarem compreender a infinitude do espaço e a esmagadora pequenez do nosso planeta, perdido em toda essa escuridão.
- "Tiremos da morte sua estranheza, conheçamo-la, acostumemo-nos a ela. Não tenhamos nada tão presente em nossa mente quanto a morte... Quem aprendeu a morrer desaprendeu a ser escravo. Saber morrer nos liberta de toda sujeição e constrangimento." — Michel de Montaigne



